- Nº 2712 (2025/11/20)A Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas (MARP) assinala este ano o seu 25.º aniversário, comemorando um quarto de século de trabalho em prol da valorização das mulheres do mundo rural e agrícola.
A data coincide com a eleição dos novos órgãos sociais, realizada no passado domingo, 16 de Novembro, em Coimbra, que abre um novo ciclo de acção e compromisso com o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.
Desde a sua fundação, a MARP tem vindo a denunciar desigualdades no campo, promovendo políticas públicas que reconheçam o trabalho das mulheres agricultoras e familiares, e a alertar para os desafios persistentes, nomeadamente os baixos preços à produção, custos crescentes, acesso limitado à terra e a invisibilização do trabalho feminino, que representa cerca de um terço dos produtores singulares em Portugal, sobretudo nas regiões do Norte, Centro e Madeira, onde predomina o minifúndio.
A Associação defende a criação de um regime especial de Segurança Social no âmbito do Estatuto da Agricultura Familiar, que reconheça as especificidades do trabalho agrícola feminino e garanta protecção social adequada, e sublinha a necessidade de políticas que assegurem a segurança e a qualidade alimentar, promovam a coesão territorial e combatam o abandono do Interior do País.
O 25.º aniversário da MARP surge no contexto da preparação das celebrações do Ano Internacional da Mulher Agricultora, proclamado pelas Nações Unidas para 2026, reforçando o compromisso da associação em dar visibilidade às agricultoras portuguesas e em lutar por igualdade, dignidade e direitos para as mulheres rurais.
«O campo que as mulheres cultivam tem de produzir direitos», destaca a MARP, lembrando que sem o trabalho feminino não há soberania alimentar nem futuro para o mundo rural.