1945-1946 – Julgamento de Nuremberga


Entre 20 de Novembro de 1945 e 1 de Outubro de 1946 funcionou na cidade alemã de Nuremberga o Tribunal Militar Internacional, instituído em Agosto de 1945 na Carta de Londres, assinada pelos EUA, União Soviética, Inglaterra e França. Constituído por oito juízes, representantes dos quatro países subscritores, o tribunal julgou e condenou destacadas figuras do nazi-fascismo alemão. Entre os líderes nazi-fascistas executados contam-se Alfred Jodl e Wilhelm Keitel, chefes das Forças Armadas; o mais alto responsável das SS vivo, Ernst Kaltenbrunner; os ministros do Interior e das Relações Exteriores, Wilhelm Frick e Joachim von Ribbentrop, respectivamente; o ministro para os Territórios Ocupados do Leste e ideólogo do racismo, Alfred Rosenberg; o governador-geral da Polónia, Hans Frank; ou o director do programa de trabalho escravo, Fritz Sauckel. O secretário particular de Hitler, Martin Borman, foi condenado à morte à revelia, pois encontrava-se em fuga. Hermann Göring suicidou-se antes da execução. Outros líderes nazi-fascistas, como Rudolf Hess, foram condenados a pena perpétua e houve ainda condenações a 20 ou 10 anos de prisão. Franz von Papen foi absolvido e o industrial Gustav Krupp, que apoiou o regime nazi e usufruiu do trabalho escravo fornecido pelos prisioneiros dos campos de concentração viu as acusações canceladas por “motivos de saúde”