LIGADOS À VIDA E EM LUTA PELA SUA TRANSFORMAÇÃO

«Por um novo rumo político para o País»

Num contexto onde, por acção do Governo (que se entende à vez, ora com o Chega e IL, ora com o PS para concretizar a sua política), as injustiças e desigualdades se agravam, prossegue a ofensiva para comprimir os salários e as pensões, degradar os serviços públicos (com destaque para o SNS em avançado estado de desmantelamento), destruir as funções sociais do Estado, limitar o investimento público, agravar a injustiça fiscal e financiar os lucros do grande capital. Não há falta de dinheiro no País para responder às necessidades da imensa maioria dos portugueses, mas o Governo opta por abrir uma verdadeira guerra aos trabalhadores com um pacote laboral que quer manter os baixos salários, facilitar os despedimentos, alargar a precariedade, desregular ainda mais os horários de trabalho, aumentar o horário de trabalho e o trabalho não pago, atacar os direitos de maternidade e paternidade, destruir os contratos colectivos e reduzir os direitos laborais, atacar a liberdade de acção sindical e o direito à greve. É essa a razão de fundo que motiva a indignação e a luta dos trabalhadores, expressa na resposta de grandes dimensões que deram na marcha nacional de 8 de Novembro e os leva a preparar intensamente a greve geral convocada pela CGTP-IN para 11 de Dezembro.

 

E, enquanto se desenvolve esta intensa acção reivindicativa, pelos salários e os direitos, contra o pacote laboral e em defesa dos serviços públicos, o PCP intervém, apoiando e estimulando essa luta, resistindo e tomando a iniciativa em defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

É neste contexto que importa valorizar as diversas iniciativas que o PCP vem promovendo, estimulando a preparação da greve geral, apoiando a candidatura de António Filipe a Presidente da República, afirmando o seu projecto e a alternativa necessária para desenvolver o País e promovendo o seu reforço para uma melhor intervenção.

 

Foi neste quadro que se realizou no sábado e domingo passados, o 13.º Congresso da Juventude Comunista Portuguesa, sob o lema «Nas nossas mãos o mundo novo. Organizar. Unir. Lutar». Um congresso por onde passaram os problemas da Juventude e do País e as soluções que a organização comunista da juventude portuguesa tem para lhes fazer frente, lutando pelos direitos dos jovens, num quadro em que se impõe a ruptura com a política que lhe inferniza a vida e por uma política alternativa patriótica e de esquerda que é parte integrante da democracia avançada que o PCP defende e indissociável da luta pela sociedade nova, o socialismo e o comunismo.

Dirigindo-se ao Congresso, O Secretário-Geral do PCP, ao mesmo tempo que valorizava a entrada dos 700 novos militantes nas fileiras da JCP, sublinhava: «Unir e Lutar, é este o caminho que impõe um momento em que a juventude precisa ainda mais da JCP e onde o Partido precisa que a JCP se afirme ainda mais na luta de todos os dias.» E acrescentaria: «Aqui está a força juvenil que não se cala perante o drama da guerra, o militarismo e a escalada da corrida aos armamentos, e já está a mobilizar para as manifestações, em Lisboa e no Porto, de solidariedade com a Palestina a 29 de Novembro.» Uma Juventude que se envolve em todas as batalhas que lhe dizem respeito: na luta contra o aumento das propinas, por uma melhor acção social escolar, em defesa da escola pública, contra a precariedade laboral, pelo emprego com direitos, pelo acesso à habitação e pelo direito à cultura, em defesa dos serviços públicos. Uma juventude que se empenha nas batalhas sociais e políticas que temos pela frente, nomeadamente, a preparação da greve geral, e se empenha e envolve igualmente no apoio à candidatura de António Filipe a PR.

Foi um Congresso de unidade, força e combatividade, atento à realidade e voltado para o futuro. Como sublinharia ainda Paulo Raimundo: «A vossa energia, criatividade, audácia e alegria dá-nos muita força e uma grande confiança na luta de todos os dias e pela transformação revolucionária da sociedade, por esse Mundo novo que está nas vossas mãos.»

 

Também a candidatura de António Filipe merece um registo particular pela forma dinâmica como tem feito a sua crescente afirmação e promovido o alargamento de apoios que se têm traduzido na elevada participação nas suas muitas iniciativas pelo País. Foi o que aconteceu na sessão de sexta-feira passada, em Lisboa, marcada pela força da sua mensagem, pela combatividade e a confiança.

Trata-se de uma candidatura do povo, dos trabalhadores e da juventude , cuja base social de apoio importa alargar, projectando os valores e objectivos que a norteiam.

 

São estes os objectivos que urge ter presentes nas batalhas que os trabalhadores travam, na acção reivindicativa que coloca a necessidade de uma intensa preparação da greve geral, mas também na intervenção do PCP, estimulando essa luta e, ao mesmo tempo, afirmando a política alternativa imprescindível a um novo rumo para o País.