Travar o assalto aos direitos
“O Partido que não se dilui, não perde o foco”
O País, pela mão da guarda avançada da política de direita está a saque. PSD, CDS, Chega e IL, porta vozes dos anseios do grande patronato e protagonistas do roubo de direitos, preparam o golpe com o Pacote Laboral. O que está em causa é um brutal aceleramento da exploração e a criação de uma sociedade ainda mais injusta. Mais precariedade, mais desregulação dos horários, despedimentos sem justa causa: é isto que querem para quem trabalha, mas de forma particular para os mais jovens e para as mulheres, que são hoje mais de 50% dos trabalhadores.
PSD, CDS, Chega e IL, dando voz ao grande patronato, querem novas gerações na corda bamba e ainda mais trabalhadores precários com vidas precárias, sem tempo para viver, sem tempo para os filhos. Querem que cada um seja um número e um objecto descartável, que em qualquer momento pode ser despedido, querem roubar qualquer perspectiva de futuro à juventude.
É possível e é necessário travar este assalto aos direitos.
No próximo sábado, com a sua força, determinação e luta, milhares de trabalhadores, desde logo os mais jovens e as mulheres, lá estarão em Lisboa na Marcha Nacional convocada pela CGTP-IN, contra o Pacote Laboral. Lá estarão a dizer “Não!” a este brutal ataque às suas vidas, mas também a afirmar o caminho que se impõe – mais salários, mais estabilidade, mais tempo para viver e mais justiça. O próximo sábado dará um forte sinal de determinação para uma luta intensa e prolongada que terá de continuar e assumir as formas que os trabalhadores entendam necessárias.
Lutar pelos direitos, pelo salários, contra a precariedade, é lutar contra as forças e os objectivos que sustentam o mesmo sistema que gerou um Orçamento do Estado recentemente aprovado na generalidade. O sistema da exploração e da injustiça que une Governo da AD, Chega e IL. Um Orçamento que é uma peça mais da desastrosa política protagonizada agora por PSD e CDS, com o apoio e cumplicidade do Chega e da Iniciativa Liberal, e que conta com a viabilização do PS.
Este é o Orçamento do pacote laboral, do desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, do ataque aos serviços públicos e do assalto à Segurança Social, o orçamento da propaganda, da ilusão e das “contas certas” sempre para os que se acham donos disto tudo. Um Orçamento que dá cobertura ao saque dos recursos públicos e à sua transferência para os grupos económicos.
Veja-se o que se passa com o IRC: o imposto sobre os lucros desce, a riqueza fica ainda mais concentrada e a promessa de salários dignos, de um crescimento económico imparável, o combate à pobreza e às injustiças, tudo isso fica por cumprir, apesar da descida sistemática do IRC, que já esteve nos 35% e agora está nos 19% – e que, PSD, CDS, IL e Chega querem reduzir para os 17%.
A que se deve adicionar a intenção do Chega – o mais ruidoso, hipócrita, mentiroso e demagogo instrumento do sistema – de querer acabar ainda com a derrama estatual, garantindo dessa forma que 74 grandes empresas deixem de pagar 600 milhões de euros de impostos sobre os lucros e os metam nos seus cofres.
Os recursos do País não são ilimitados. Mas se há coisa que os milhões que o Orçamento transfere para os grandes grupos económicos e multinacionais demonstram, é que há recursos suficientes para que, se distribuídos de forma mais justa, se possa garantir uma vida melhor para a maioria e aumentar salários e pensões, valorizar carreiras e profissões, construir creches e lares, combater a pobreza.
É este caminho, ao serviço de quem trabalha, de quem trabalhou uma vida inteira, do povo e da juventude, que também a candidatura de António Filipe para Presidente da Republica, está a afirmar. A candidatura que dá voz aos que estão justamente zangados e desiludidos, a voz do povo e do trabalho, a candidatura que, enfrentando silenciamentos na comunicação social, esteve e está junto dos que põem o País a funcionar e dessa juventude que é preciso que cá fique, que cá trabalhe e que contribua para esse País de futuro que a candidatura de António Filipe corporiza.
Essa juventude que terá esse momento de extraordinária importância com a realização do 13.º Congresso da Juventude Comunista Portuguesa nos dias 15 e 16 de Novembro.
Na actual situação, perante a ofensiva política, económica, social e ideológica, os trabalhadores, as populações e em particular a juventude precisam ainda mais do PCP. O Partido que não se dilui, que não perde o foco, que é confiável e de confiança, o factor de resistência e instrumento ao serviço dos trabalhadores, das populações e da juventude. O Partido empenhado em prosseguir e aprofundar a presença nos locais de trabalho, nas terras, nos bairros, nas aldeias, nessa acção de contacto, esclarecimento e mobilização junto dos trabalhadores, das populações e da juventude por um outro rumo para o País, pela rejeição do Pacote Laboral, da exploração e das injustiças.




