1955 – Manifesto Russell-Einstein

“Temos que aprender a pensar de uma maneira nova (…) a pergunta que temos de nos fazer é: que medidas podem ser tomadas para evitar uma disputa militar cujo desfecho será desastroso para todas as partes? (…) Está diante de nós, se quisermos, um progresso contínuo em felicidade, conhecimento e sabedoria. Devemos, em vez disso, escolher a morte, porque não podemos esquecer as nossas desavenças? Apelamos como seres humanos aos seres humanos: Lembrem-se da vossa humanidade e esqueçam o resto. Se puderem fazer isso, o caminho estará aberto para um novo Paraíso; se não puderem, está diante de vós o risco da morte universal (…) Dado que em qualquer futura guerra mundial as armas nucleares certamente serão usadas, e que tais armas ameaçam a existência da humanidade, instamos os governos do mundo a perceber e reconhecer publicamente que o seu propósito não pode ser promovido por uma guerra mundial, e exortamo-los, consequentemente, a encontrar meios pacíficos para a solução de todas as questões de disputa entre eles”. Excertos do Manifesto, sempre actual, lançado em Londres a 9 de Julho de 1955 por Bertrand Russell e Albert Einstein, e subscrito por Max Born, Percy W. Bridgman, Leopold Infeld, Frederic Joliot-Curie, Herman J. Muller, Linus Pauling, Cecil F. Powel, Joseph Rotblat e Hideki Yukawa.