MUSP acusa Governo de desmantelar serviços públicos e favorecer privados

O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos acusa o Governo PSD/CDS de protagonizar «o maior ataque aos serviços públicos» e apela à mobilização das comissões de utentes e da população.

Em comunicado, o MUSP alerta que as crises no ensino, na saúde, nos transportes, na habitação e na segurança «põem a nu os propósitos do Governo e da direita», que passam por reduzir as funções sociais do Estado e «abrir ainda mais espaço ao negócio privado», agravando as desigualdades sociais e violando direitos fundamentais.

Na educação, o movimento destaca os dados divulgados pela FENPROF, segundo os quais a abertura do ano lectivo ficou marcada pela falta de professores. Estão por preencher «1307 horários, o que corresponde a 22 776 horas de aulas sem professor, equivalente a 4500 turmas sem aulas, afectando diariamente mais de 100 mil alunos, entre os quais mais de 5 mil do 1.º ciclo». O MUSP critica ainda a opção do Governo em recorrer a docentes não habilitados e a parcerias com o sector privado.

SNS e transportes

Também no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a situação é considerada «preocupante». Apesar do anunciado aumento do Orçamento da Saúde, «mais de 50% das verbas vão para os privados», realça o MUSP, antes de acusar o Governo de privilegiar a subcontratação e a externalização de serviços em detrimento do investimento direto no SNS. «Em vez de tornar os serviços mais atractivos e privilegiar o vínculo ao SNS, incentiva-se a fuga dos profissionais para o privado», sublinha o movimento.

No sector dos transportes, o MUSP aponta como exemplo o recente acidente no Elevador da Glória, em Lisboa, lamentando as vítimas e criticando a «destruição das oficinas da Carris» e a transferência da manutenção para empresas privadas.

O movimento saúda as comissões de utentes que têm estado «na primeira fila na defesa do SNS, da Escola Pública, da melhoria dos transportes públicos e do direito à habitação», e apela a todos os utentes a participarem nas lutas em defesa dos serviços públicos e da Constituição da República Portuguesa.

 



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