1867 – Nasce Vicente Blasco Ibáñez


Nascido em Valência, Espanha, Vicente Blasco Ibáñez estudou Direito em Madrid, onde a par dos estudos colabora em jornais políticos, o que lhe vale a primeira prisão – outras se seguiriam – por delito de opinião, quando publica um poema contra a monarquia. Republicano convicto, funda o jornal El Pueblo, em 1891. Eleito deputado pela primeira vez em 1901, Ibáñez ocupa um lugar nas Cortes (parlamento espanhol) até se exilar voluntariamente em França, em 1923, em oposição à ditadura militar de Miguel Primo de Rivera. A cultura francesa e os valores da Revolução de 1789, que descobre durante os estudos de Direito, inspiram-no a tornar-se um “escritor revolucionário”. Escritor, jornalista, advogado e político, Ibáñez fica célebre pelos seus romances sobre a Primeira Guerra Mundial, com particular destaque para “Los cuatro jinetes del Apocalipsis” (Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse), publicado em 1916. A Guerra, a Fome, a Peste e a Morte são os cavaleiros que representam, para Blasco Ibánez, a catástrofe sofrida pela humanidade com a Primeira Guerra Mundial. Admirador de Victor Hugo e da sua obra-prima “Os Miseráveis”, Ibánez adopta um lema que o acompanhará toda a vida: “A liberdade não é um presente que recebemos, mas uma conquista que alcançamos todos os dias”.