Trabalhadores decidem responder com luta

Sem que o Governo e o patronato avancem com propostas que vão ao encontro das reivindicações, e perante a ameaça do pacote laboral, em vários sectores de actividade são decididas e concretizadas formas de luta.

Em foco vão estar as decisões tomadas ontem pela CGTP-IN

Hoje está reunido em Lisboa um plenário nacional de dirigentes e delegados sindicais dos transportes e comunicações, promovido pela FECTRANS. Está anunciada a participação do Secretário-Geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, que deverá abordar as decisões saídas do Conselho Nacional da confederação, reunido ontem.

Anteontem, decorreu na Marinha Grande um encontro da FIEQUIMETAL sobre acção reivindicativa.

No encontro de trabalhadores dos transportes colectivos dos municípios de Barreiro, Bragança, Coimbra, Nazaré, Portalegre e Sintra, que o STAL realizou no dia 17, em Lisboa, foi decidido realizar plenários, no dia 7, junto das câmaras, prosseguindo a luta por reposição de carreiras, aumentos salariais e melhores condições laborais. As reivindicações foram levadas, em desfile, até ao Ministério das Finanças. Caso a falta de soluções persista, ficou admitida a realização de uma greve, a 10 de Outubro.

Os trabalhadores da Intelcia participaram em grande número, mais de 600, no plenário nacional que o SINTTAV promoveu no dia 17, online, comprovando «o elevado e crescente descontentamento instalado nos locais de trabalho». Num comunicado, o sindicato deu conta das reivindicações prioritárias aprovadas e das formas de luta decididas: em Outubro, greves de duas horas, dois dias por semana; a 6 de Novembro, greve de 24 horas.

Começou, no dia 16, a greve dos professores ao sobretrabalho, à componente não lectiva de estabelecimento e às horas extraordinárias. Esta luta é convocada pela FENPROF, pelo sétimo ano consecutivo, perante a ausência de medidas do Ministério da Educação, Ciência e Inovação e do Governo, no que respeita à organização do ano lectivo. A federação afirma que «persistem, e em muitos casos se agravam, os abusos e ilegalidades nos horários docentes».

A FENPROF marcou para 4 de Outubro, às 15 horas, no Jardim do Arco do Cego, uma acção a assinalar o Dia Mundial do Professor. Exigindo «Valorização, já!», está prevista uma deslocação para a presidência do Conselho de Ministros (edifício CGD).