1220 – Faculdade de Medicina de Montpellier
Nas suas vetustas instalações, abertas ao público, a Faculdade de Medicina de Montpellier abriga mais de dez mil peças anatómicas; centenas de manuscritos medievais, incunábulos e pós-incunábulos; centenas de milhares de livros sobre todas as áreas do conhecimento; mil exemplares de originais de mestres como Rubens, Ticiano, Tintoretto; um dos mais antigos herbários de França. A riqueza do acervo faz jus à história da instituição: a Faculdade de Medicina de Montpellier é tida como a mais antiga universidade de medicina do mundo em actividade. Recebeu o seu estatuto de “Universitas medicorum” do papa italiano Honório III, que reúne as diferentes escolas médicas da região, informais, fruto do cruzamento das culturas médicas do Ocidente e do Oriente levadas por mercadores e estudiosos à cidade, que nas suas viagens pelo Levante aprenderam o segredo das ervas medicinais. Reconhecida a necessidade de regular a prática médica e de organizar o seu ensino, a Universidade prospera. Em 1289, o papa Nicolau IV distingue-a com a constituição apostólica “Quia Sapientia”, em que exalta a Sabedoria. Anos depois, em 1340, ocorre o grande salto qualitativo: a Universidade cria o curso de anatomia, e passa a integrar os estabelecimentos de ensino que aliam a teoria e a prática.




