Muito falta cumprir em matéria de incêndios

O Parlamento discutiu, no dia 17, uma proposta do PS para a criação de uma comissão técnica independente (CTI) sobre os incêndios deste Agosto, com o deputado Alfredo Maia a lembrar que, sem desresponsabilizar a AD, a análise do problema dos incêndios não se pode circunscrever a 2025: «devemos ter em conta o que foi feito após as tragédias de 2017».

Desse período (sob um governo PS), e particularmente das propostas da CTI então criada, resultaram diversas medidas. Quanto a estas, o deputado frisou que muitas são as que falta executar, assegurando a necessidade do esclarecimento das razões pelas quais não se concretizaram, por exemplo, a meta de 500 equipas de sapadores florestais, a operacionalidade da Rede Fixa de Postos de Vigia, a progressão da Rede Primária de Gestão de Combustível ou a transparência, fiabilidade e equilíbrio de órgãos como a Comissão para os Mercados e Produtos Florestais.

A Assembleia também debateu, no dia 18, projectos do PCP que previam um apoio extraordinário às associações humanitárias de bombeiros e o reforço das medidas urgentes de apoio às vítimas dos incêndios, com várias propostas em matérias como prestações sociais de carácter excepcional, apoios à perda de rendimentos, alojamento temporário e reconstrução de casas. Ambas foram aprovadas.

 



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