Nas OGMA contra o pacote laboral

Paulo Raimundo esteve, juntamente com outros camaradas, numa acção de contacto com os trabalhadores das OGMA, nesta terça-feira, 9. As conversas focaram-se no necessário combate a ser feito face ao Pacote Laboral apresentado pelo Governo.

«O final do mês é curto para todos»

Um pouco depois das duas horas da tarde, juntou-se mais de uma dezena de activistas da CDU, mesmo à porta do saída principal das OGMA, em Alverca.

Pegando no documento distribuído, os trabalhadores, que preparavam para render os colegas no turno, entravam nas instalações lendo-o atentamente. Dentro dos que, em maior número, terminavam a sua jornada de trabalho, eram muitos os que se sentavam no muro do lado contrário da estrada, realizando o mesmo exercício de leitura.

Perto das 14h30, o Secretário-Geral do PCP integrou esta acção, colocando-se ao lado dos camaradas num grupo que incluía vários trabalhadores das OGMA, mas também a candidata da CDU à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Cláudia Martins.

Nestas oficinas, alvo de um criminoso processo de privatização quando, em 2004, foram vendidas ao grupo brasileiro da Embraier, trabalham milhares de pessoas, todas elas visadas pela recente proposta de pacote laboral.

Para lá do portão, eram visíveis duas pequenas faixas da empresa - "transformamos história e magia em experiências que cruzam o céu" – esqueceram-se de referir a forma como transformam o trabalho em lucros astronómicos e em dificuldades para quem trabalha.

Um destes trabalhadores referiu, à conversa com os camaradas, que trabalha «de segunda à segunda» e que, assim que a conversa terminasse, seguiria para Palmela, onde tem um segundo emprego. Encontra-se nesta situação há 10 anos.

Em declarações ao Avante! Rui, trabalhador nas oficinas, reforçou que «há muitos exemplos de malta com dois empregos». «O final do mês é curto para todos», e esta proposta que aí vem serve apenas «para dar mais liberdade ao patrão».

Alexandre, trabalhador e dirigente sindical, reforçou ainda a importância de mobilizar «todos os trabalhadores» para as manifestações do próximo dia 20, organizadas pelas CGTP-IN. Tarefa que terá um importante passo com o plenário de trabalhadores da empresa, marcado para a próxima segunda-feira.

Derrotar a ofensiva
Em declarações à comunicação social, Paulo Raimundo afirmou que «não somos um corpo estranho a esta empresa» e, tal como foi dito na Festa, o Partido está nos locais de trabalho para combater a ofensiva do Governo.

Nesta empresa, onde a reivindicação «é que os trabalhadores que estejam em situação precária passem a efectivos, que fazem falta todos os dias», não se pode «aceitar que o Governo queira promover ainda mais a precariedade». «Os trabalhadores precisam de tudo menos disso».

Sendo possível, com acção e luta, derrotar a ambição deste «Governo apreçado em desmantelar o País», o dirigente comunista afirma: «no dia 20 de Setembro lá estaremos, em Lisboa e no Porto».

 



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