- Nº 2702 (2025/09/11)
Espaço privilegiado pela localização cimeira numa das entradas da Festa e pela ampla sombra contígua à estrutura de ferro, madeira e toldos, o Pavilhão da Mulher foi uma convocatória a derrubar as práticas e os conceitos que o capitalismo perpetua para diferençar e separar homens e mulheres. No quotidiano profissional e familiar de todos e de cada um de nós, que mais não é, afinal, senão o reflexo da luta de classes que divide exploradores e explorados. Isso sim!
O sentido mobilizador evidenciou-se nas paredes pintadas com mestria de autor. Mas também naqueles que por ali se quedaram. Uns em busca de um merecido descanso, outros a cumprirem uma refeição leve para prosseguir. Alguns a fazer ambas as coisas e a brincar com uma prole imbuída pela urgência das descobertas, como sucedeu com o escriba destas linhas.
Felizes, sublinhemos, nos papéis de turno que a vida militante nos atribui, porque contribuímos, em pé de igualdade, para o combate emancipador, para que não triunfem o obscurantismo, a violência e a miséria.
Iguais na luta de classes, é isso. Mas também conscientes de que as mulheres continuam a ser alvo de sobre-exploração, das ideias da classe dominante e das condutas retrógradas que a servem. De resto, sublinhados importantes que estiveram na agenda dos três debates realizados no Pavilhão da Mulher – sábado, dois, e um no domingo, em torno das mulheres na e da comunicação social, da violência sobre as mulheres e do direito à IVG a pedido da mulher.