- Nº 2700 (2025/08/28)
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) está a realizar, em vários distritos, acções de protesto, a exigir «a contratação urgente de profissionais e o necessário investimento no Serviço Nacional de Saúde».
Em caravana automóvel, o SEP deu uma «Volta a Lisboa», no dia 20, assinalando os hospitais Fernando da Fonseca (Amadora), São Francisco Xavier, Santa Maria e São José como as instituições com maior défice de profissionais.
«Só na região de Lisboa e Vale do Tejo necessitaríamos de mais 7106 enfermeiros», disse aos jornalistas Isabel Barbosa, dirigente regional do sindicato, baseando-se num estudo do Governo, de 2022, já desactualizado. Hoje há «15 a 16 mil enfermeiros» no SNS, nesta região, o que significa que dois trabalham por três.
Os resultados desta carência reflectem-se no número elevado de camas encerradas, em vários serviços. Para os enfermeiros, esta situação representa um grande volume de horas extraordinárias (frequentemente não pagas), a redução de elementos por turno, elevados ritmos de trabalho e horários violentos.
A propósito desta iniciativa, o SEP condenou «a intencional desvalorização profissional e salarial e a diminuição das condições de trabalho», inserida «numa campanha de degradação do SNS, intensificada nos últimos anos, que procura levar a opinião pública a acreditar que a gestão privada é uma saída viável ou até inevitável».
No Algarve, decorre desde segunda-feira, dia 25, uma campanha com o lema «A nossa vida não tem horas extraordinárias», que também inclui contactos com a população, nos hospitais de Faro e Portimão, em centros de saúde e em praias. Até amanhã, dia 29, o SEP marca ainda presença em Vila Real de Santo António, Castro Marim, Monte Gordo, Tavira, Albufeira, Quarteira, Loulé, Lagos, Vila do Bispo e Aljezur.
Anteontem, o SEP deu uma conferência de imprensa no Porto, junto do Hospital de Santo António, destacando as exigências de efectivação de todos os enfermeiros com vínculos precários e de pagamento de todas as horas em dívida.