Comunistas checos apresentam programa eleitoral de esquerda e patriótico

Na República Checa, o Partido Comunista da Boémia e da Morávia (PCBM) lidera uma coligação eleitoral que se amplia e que apresenta um programa de acção de esquerda e patriótico, tendo em vista as eleições legislativas de 3 e 4 de Outubro, que se realizam na República Checa.

Entre diversas medidas, o programa defende o aumento dos salários, reformas justas e cuidados de saúde acessíveis, assim como a supressão do IVA sobre os produtos de primeira necessidade, o plafonamento dos preços de energia, a redução da idade para a reforma, a promoção da paz e o fim das políticas que promovem a guerra, a rejeição da entrada da República Checa na zona Euro ou a realização de um referendo sobre a sua participação na União Europeia e na NATO.

A última força política a integrar a coligação eleitoral Stacilo! (Basta!), dirigida pelo PCBM, foi o Socdem (ex-Partido Social Democrata Checo).

Para a presidente do PCBM, Katerina Konecna, «a unidade é não somente uma etapa estratégica, mas também uma resposta ao apelo dos cidadãos e daqueles que foram esquecidos pelos poderosos – as pessoas de idade, os trabalhadores, os habitantes das aldeias». É por isso, realçou, «que nos juntámos», para «dar-lhes dignidade, segurança social e uma verdadeira representação».

Jana Malácová, líder do Socdem, denunciou que hoje «temos a habitação mais cara da Europa, os salários reais estão ao nível de 2019 e as pessoas têm dificuldades em aceder a cuidados de saúde. Uma candidatura comum é uma oportunidade de mudar a situação».

Em Outubro, a coligação Stacilo! apresenta 350 candidatos, metade dos quais indicados pelo PCBM. Os comunistas checos e outras forças democráticas da República Checa respondem também assim à adopção e promulgação de uma lei que proíbe a promoção do movimento comunista neste país.

 



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