Serviços mínimos derrotados
A greve no Centro de Abate da RA da Madeira (CARAM), convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, por aumentos dos salários e dos subsídios de refeição e de risco, bem como pela criação de um subsídio de frio, começou, dia 11, sob a imposição de serviços mínimos, decretados pelo Governo Regional.
No entanto, a partir de dia 13, por força de uma providência cautelar interposta pelo sindicato da FNSTFPS/CGTP-IN, essa restrição foi levantada, levando a que a linha de abate parasse.
Com a actualização do valor do salário mínimo (950 euros, na RAM), este já alcançou três níveis remuneratórios, abrangendo a maioria dos trabalhadores. A Secretaria Regional da Agricultura e Pescas admitiu uma possibilidade de negociação com os trabalhadores e o sindicato, mas só daqui a ano e meio.
Por outro lado, como explicou o sindicato, a justificar o recurso à greve, a administração do CARAM recusa-se a pagar os retroactivos, desde Janeiro, pela subida de nível remuneratório por efeito de avaliação.
Também estão por concretizar melhorias nas condições de Segurança e Saúde no Trabalho.
A greve foi convocada até amanhã, dia 22.




