«Não matem o Hospital do Barreiro» é mote de vigília

A noite de dia 13 para 14 foi marcada por uma vigília pública às portas do Hospital do Barreiro, em defesa desta unidade de saúde e contra o recente encerramento de diversas das suas valências.

Redondo «não!» aos encerramentos de valências do hospital

Entre as 20h00 e as 2h00, foram diversas as pessoas que se somaram, sob o mote «Não matem o Hospital do Barreiro», ao apelo lançado pela União dos Sindicatos de Setúbal e pelas comissões de utentes do Barreiro e Baixa da Banheira.

Os participantes disseram um redondo «não!» aos encerramentos intermitentes de diferentes valências do equipamento, como as urgências cirúrgicas e de ortopedia, cardiologia, obstetrícia e ginecologia, ou o bloco de partos. Tudo sob a “justificação” da falta de profissionais para manter os serviços abertos.

Além disso, e através de uma das imagens mais marcantes da noite – um conjunto de velas reunidas na forma da expressão «SNS!» (ver foto) – foi lembrada a necessidade de se defender o serviço público de saúde, tal como garantido na Constituição.

Esta exigência é reforçada quando, como lembrou o apelo que convocou a vigília, no mesmo concelho do Barreiro, abriu recentemente um hospital da CUF, que já não teve dificuldades em contratar profissionais – o que, para as organizações promotoras, leva a crer que esteja a ser montada uma «operação» de desmantelamento do SNS no Barreiro, Moita, Alcochete e Montijo.

A vigília contou com diversas intervenções da parte dos participantes.

Presenças solidárias

A Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP marcou presença solidária na vigília, denunciando os ataques ao SNS na região e no País.

Também presente esteve o candidato a Presidente da República António Filipe, que, cabe recordar, considerou, no dia anterior (num encontro com jovens), «que o que é preciso é que haja, da parte do Governo, medidas concretas no sentido da valorização do SNS e da contratação e retenção dos profissionais necessários».

A iniciativa contou, igualmente, com a participação de diversas outras estruturas, como as comissões de utentes de Alhos Vedros e Moita ou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

 



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