Hospital do Barreiro com urgências fechadas

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos (CUSP) do Barreiro denunciou, em comunicado enviado às redacções no dia 6, o encerramento, pela primeira vez, da urgência de cirurgia geral no hospital da cidade, por falta de médicos. «Para além de hoje, espera-se que estas urgências sejam encerradas mais dias este mês», destaca.

A CUSP lembra que este encerramento se junta a outros, como das urgências e cirurgias de ortopedia, urgência de cardiologia, urgências de obstetrícia, ginecologia e bloco de partos.

«Este processo merece a nossa mais veemente condenação e protesto. Não podemos continuar assim, o nosso Hospital tem de estar aberto com estes serviços essenciais a tempo inteiro», sublinha a Comissão, que recorda o facto de os encerramentos obrigarem os utentes a deslocarem-se «quilómetros e quilómetros, quando têm um hospital com todas as condições na sua área de residência».

Em luta pela saúde
Por este motivo, estava prevista para ontem, já depois do fecho desta edição, uma vigília pública à porta do Hospital do Barreiro, das 20h00 às 2h00, dinamizada pela União dos Sindicatos de Setúbal (USS), da CGTP-IN, com as comissões de utentes do Barreiro e Baixa da Banheira, em defesa do hospital e das suas valências.

«Tudo leva a crer que esteja a ser montada uma operação de desmantelamento do SNS nos quatro concelhos do Arco Ribeirinho (Barreiro, Moita, Alcochete e Montijo)», sublinha.

Na região de Coimbra
O MUSP Coimbra denunciou, no dia 5, a falta de condições de trabalho em alguns centros de saúde da região, particularmente o do Bairro Norton de Matos, «com temperaturas elevadas nos gabinetes durante o verão», que chegam aos 30º C, comprometendo o bem-estar dos profissionais e a qualidade do serviço.

Por isso, o MUSP exige a instalação de sistemas de climatização adequados, a avaliação das condições térmicas e a implementação de medidas que garantam condições de trabalho durante todo o ano.

 



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