Defender o direito a «nascer na nossa terra»
O encerramento das urgências de obstetrícia nos hospitais do Barreiro, Almada e Setúbal deixam a população de Setúbal sem nenhum serviço aberto na região, colocando em risco as mulheres e as crianças.
o caminho é o de recuperar os médicos que se perderam
Décadas de política de desinvestimento e desvalorização do Serviço Nacional de Saúde e seus profissionais continuam a assombrar milhões de pessoas que, diariamente, vêem o seu direito constitucional à saúde negado.
Na península de Setúbal, o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais de Almada e de Setúbal, no passado fim-de-semana, juntou-se ao encerramento das mesmas no Hospital do Barreiro (encerradas até dia 9 de Agosto), deixando as setubalenses sem qualquer opção na região.
Em nota, a DORS do PCP lembrou as palavras do primeiro-ministro no Parlamento, há 15 dias, quando este « afirmou que os problemas estavam “para já resolvidos”», afirmação que esbate violentamente na realidade que a desmente.
«O PCP não pode deixar de responsabilizar o Governo no caso de um deles correr mal», lê-se na nota numa alusão ao cada vez maior número de partos realizados em ambulâncias ao longo dos últimos meses. São as opções políticas de sucessivos governos que ignoraram as necessidades estruturais de investimento em falta no SNS que colocam hoje as mulheres e as crianças em perigo, assim como destroem o «esforço imenso» que, com investimentos em «profissionais, edifícios e equipamentos», em muito contribuiu, desde a Revolução, para reduzir «em muito a mortalidade nos partos».
Valorizando as recentes reuniões dos presidentes das câmaras de Setúbal, Sesimbra e Palmela com as ULS, assim como a «acção das populações que nas últimas semanas se têm manifestado»; a DORS aponta que o caminho é o de recuperar os médicos que se perderam, valorizando os seus salários, carreiras e condições de trabalho.




