- Nº 2695 (2025/07/24)
Lusa
Os combates foram travados entre milícias de beduínos, apoiadas pelo novo poder em Damasco, e milícias leais ao líder druso Hikmat Al-Hijri, apoiadas por Israel. As tropas governamentais secundaram a acção dos beduínos e Israel interveio contra estes, recorrendo à sua força aérea, que efectuou intensos bombardeamentos não só em Sweida mas também na capital síria, onde atacou o Ministério da Defesa e zonas próximas do palácio presidencial, para além de outras infra-estruturas.
Nos últimos sete meses, desde a tomada do poder em Damasco por grupos que espalharam o terror na Síria, Israel tem incrementado a violação da soberania da Síria e ocupado novos territórios sírios, além dos Montes Golã, já ocupados desde 1967.
O presidente “de facto” do país, Ahmad Al-Sharaa (conhecido anteriormente por Abu Mohammad al-Julani, e que foi membro da AlQaida e do chamado “Estado Islâmico”), chegou ao poder com o apoio – político e militar – da Turquia, dos EUA e de potências da NATO e da UE, como Reino Unido, França e Alemanha.
O cessar-fogo agora acordado incluiu a retirada do território de Sweida dos combatentes “tribais” armados (beduínos), bem como dos membros das forças de segurança do regime sírio.
Na Síria, antes da actual vaga de ataques contra os drusos, na província de Sweida, foram perpetradas, em Março último, na região costeira de Latakia, chacinas, em que em três dias foram assassinadas por grupos terroristas quase três mil pessoas, pertencentes sobretudo à minoria alauita.