China denuncia expansão da NATO para a Ásia-Pacífico
A China criticou de forma enérgica a expansão da NATO para Leste, até à região da Ásia-Pacífico, utilizando como pretexto o desenvolvimento militar deste país asiático.
A NATO, bloco político-militar, procura desculpas para incrementar drasticamente os seus gastos militares, ultrapassar de maneira arbitrária o seu âmbito geográfico e mandato e avançar contra outros Estados – denunciou em Pequim, no passado dia 26, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O responsável questionou que as despesas militares dos países que integram a NATO tenham representado 55% do total de despesas militares no mundo em 2024 e, não obstante, acabe de aprovar, na Cimeira realizada em Haia, um aumento das despesas militares até 5% do PIB para construir uma «NATO mais letal».
«O mundo não é cego face aos cálculos da NATO e os países da Ásia-Pacífico certamente mostram-se cautelosos a esse respeito» e «se a NATO realmente se preocupa pela segurança da Europa e do mundo, deveria deixar de deitar lenha para o fogo e de instigar a confrontação», afirmou o porta-voz.
Em relação ao conflito que se trava na Ucrânia, este porta-voz enfatizou que a China sempre insistiu em promover a paz e o diálogo, na procura de saídas políticas para a crise e nunca forneceu armas às partes envolvidas.
Acordo comercial entre a China e os EUA
O governo chinês confirmou que chegou a um acordo comercial com os EUA, ao aprovar os termos alcançados na última ronda de negociações, celebrada em Londres. O Ministério do Comércio chinês anunciou, no dia 27 de Junho, que as equipas de negociadores de Pequim e de Washington aprovaram os pormenores do acordo.
Um comunicado indica que «a China reverá e aprovará os pedidos de exportação de bens controlados que cumpram as condições legais», uma referência às terras raras, minerais importantes para diversos sectores industriais e cuja exportação é controlada por Pequim, que impôs em princípios de Abril restrições à sua venda.
Sem adiantar pormenores, o Ministério do Comércio chinês assegurou que os EUA cancelarão uma série de medidas restritivas que tomaram contra a China.
«Espera-se que os EUA e a China encontrem um meio termo e cumpram os importantes consensos e requisitos alcançados pelos respectivos chefes de Estado no passado dia 5 de Junho», aponta o comunicado, recordando a conversa telefónica entre Xi Jinping e Donald Trump. Após a comunicação entre os dois presidentes foi desbloqueada a situação e possibilitada a reunião de representantes de Pequim e de Washington em Londres.




