INTERVIR COM CONFIANÇA
«Com a força dos trabalhadores e do povo»
A situação internacional é marcada pela agressão dos EUA ao Irão, na sequência do apoio que estes asseguraram aos ataques iniciados por Israel contra este país do Médio Oriente, no dia 13 de Junho, em clara violação dos princípios das Nações Unidas e do direito internacional, desencadeando uma escalada de confrontação e guerra que empurra cada vez mais a Humanidade para a catástrofe.
A nível nacional, assistiu-se à apresentação e discussão do programa do Governo e da moção de rejeição desse programa, que o PCP apresentou na AR.
Um programa que vai agravar as injustiças e as desigualdades e que é uma afronta à vida difícil da maioria e uma declaração de guerra aos trabalhadores, os que criam a riqueza, que põem o País e a economia a funcionar.
Os que se confrontam com salários baixos e com o flagelo da precariedade; aos investigadores e cientistas que estão na ser despedidos; aos muitos que têm de ter dois e três empregos para pagar a renda, a luz, o gás, a comida; aos que trabalham por turnos, à noite, que não têm feriados, sábados e domingos; às 300 mil crianças e aos milhares de trabalhadores que vivem na pobreza; a um milhão de reformados que recebe abaixo de 510 euros por mês; a todos os que são afectados pelas urgências fechadas, pela falta de profissionais de saúde, de professores, de vagas na creche ou no pré-escolar; às muitas centenas de estudantes que abandonam o ensino superior por dificuldades financeiras; aos que são empurrados para a emigração; aos que têm de optar entre comida e medicamentos; aos pequenos empresários e agricultores que estão aflitos para aguentar o negócio.
É um programa contra os serviços públicos, pela especulação imobiliária, pelas privatizações, por um Estado mínimo para os trabalhadores e o povo e um Estado máximo para os grupos económicos e as multinacionais, de que a negociata em torno do BES/Novo Banco é apenas mais um exemplo.
É um programa inspirado na velha receita neoliberal, ao serviço dos grupos económicos a quem o Governo quer reduzir ainda mais o IRC; grupos económicos que crescem à custa dos benefícios fiscais, dos fundos comunitários, do desvio de recursos públicos e apoios do Estado.
Foi por estas razões que o PCP, apresentou uma moção de rejeição a este programa e que foi rejeitada por PSD, CDS, PS, Chega e IL que, deste modo, afirmaram o seu acordo com este programa, o sufragaram e mostraram disponibilidade para apoiar a sua execução.
O Governo e acima de tudo a sua política só pode contar com a oposição firme e combativa do PCP – que não alinha com os que, afirmando-se oposição, estão de acordo e apoiam a aplicação desta política – tal como contará com a luta dos trabalhadores e do povo, que continuarão a ter no PCP a âncora firme com que sempre, e em todas as circunstâncias, puderam contar.
Contarão com o PCP, desde logo estimulando a luta dos trabalhadores e das populações pela resolução dos seus problemas, pela alternativa necessária e pela paz.
Luta dos trabalhadores que se desenvolve, em muitas empresas, locais de trabalho e sectores, de que é significativa expressão o Protesto Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Sector Empresarial, que o STAL amanhã promove em Lisboa.
Luta que teve igualmente expressão nas diversas acções de solidariedade com a Palestina, pela paz no Médio Oriente, como aquelas que tiveram lugar na semana passada em Lisboa e Setúbal e as novas acções que vão ter lugar em Coimbra, Porto, Lisboa e muitas outras localidades, bem como as acções «Paz sim! NATO não!» anteontem em Lisboa e ontem no Porto.
Contarão com o PCP intervindo pelo cumprimento da Constituição, pelo aumento dos salários e pensões para uma vida melhor, de que é significativa expressão a marcha que hoje vai ter lugar em Lisboa e no Porto e na qual são chamados a participar os comunistas, os democratas e patriotas, mas também todos os que, independentemente dos partidos em quem votaram, entendem que é preciso responder aos problemas e cumprir a Constituição.
Contarão com o PCP no desenvolvimento da batalha eleitoral das eleições autárquicas, reforçando a CDU para que, com a sua acção, se possa viver melhor na nossa terra.
Contarão com o PCP também na preparação da Festa do Avante!, Festa dos valores de Abril, dos trabalhadores, do povo, da juventude, com particular atenção à sua divulgação e à venda da EP, mas também à sua construção com as jornadas de trabalho a ter início no próximo sábado.
Perante esta acção, determinada e confiante, os trabalhadores e o povo só têm a ganhar em reforçar o PCP e a CDU. E, com um PCP e uma CDU mais fortes, intensificar esta acção para uma vida melhor. Para concretizar uma alternativa política de progresso social, desenvolvimento, soberania e paz. Por um Portugal com futuro.




