É urgente inverter os dados da mortalidade infantil!
O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) considerou «preocupantes» os dados divulgados recentemente sobre mortalidade infantil em Portugal, que, segundo o INE, registou em 2024 um aumento alarmante de 20 por cento face ao ano anterior.
A região de Setúbal apresenta uma taxa de mortalidade infantil superior à média europeia, com alguns concelhos a registar mais do dobro da taxa nacional. «Esta situação assume uma particular gravidade num contexto marcado pela fragilização a que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem sido sujeito, designadamente no acompanhamento das grávidas nos cuidados de saúde primários, com dificuldades de realização de exames pré-natais, ao que acresce o encerramento contínuo de serviços de urgência de obstetrícia/bloco de partos e de pediatria, estando a região muitas vezes sem nenhum serviço aberto», considera o núcleo de coordenação da região de Setúbal do MDM.
Tudo isto gera uma insuportável insegurança nas mulheres grávidas e nas que desejam engravidar, representando um inaceitável retrocesso no domínio da saúde materno-infantil. Nesse sentido, os dados divulgados «ameaçam romper de forma preocupante com a tendência de diminuição sustentada que o País tem apresentado nas últimas décadas, consequência directa da criação do SNS», que retirou Portugal «do fundo da tabela da Europa Ocidental no que aos indicadores de mortalidade infantil e materna diz respeito», para ser «um dos países com melhores indicadores em todo o mundo», refere o movimento em comunicado, considerando que a «inversão desta trajectória» evidencia «sinais de alerta que exigem uma resposta imediata», que passam pelo «reforço efectivo do SNS e do cumprimento do direito à saúde para todos».




