China e EUA acordam redução de taxas aduaneiras por 90 dias

A República Popular da China e os EUA divulgaram na segunda-feira, 12, uma declaração conjunta sobre as negociações mantidas pelos dois países e que resultaram numa redução mútua das taxas aduaneiras por 90 dias e no retorno à mesa negocial, o que corresponde, no imediato, a um recuo das medidas unilaterais de coerção adoptadas pelos EUA.

De acordo com o Ministério do Comércio chinês, as duas partes reconheceram a importância de uma relação económica bilateral sustentável e mutuamente vantajosa, inclusive para a estabilidade económica mundial.

No quadro do acordo alcançado entre representantes dos dois países, nos dias 10 e 11, em Genebra (Suíça), os EUA baixam as tarifas gerais sobre os produtos chineses importados de 145% para 30% e a China reduz os direitos aduaneiros sobre as importações norte-americanas de 125% para 10%. Esta diminuição de taxas alfandegárias por ambos os países é, para já, válida por um período de 90 dias (a partir de 14 de Maio). Pequim concordou também em suspender respostas de âmbito não tarifário às medidas de coerção económica unilateralmente adoptadas pelos EUA, desde 2 de Abril, data em que Trump anunciou aumentos substanciais nas taxas aplicadas às importações para os EUA a dezenas de países e que visam alcançar contrapartidas de âmbito económico, político e militar, assegurando o domínio hegemónico do imperialismo norte-americano, desde logo sobre os países seus ‘aliados’.

Os dois países concordaram em estabelecer um mecanismo permanente de consultas económicas e comerciais que funcionará mediante prévio acordo, na China, nos EUA ou num país terceiro.

Segundo Pequim, este acordo representa um passo importante na normalização das relações comerciais entre os dois países, com impacto nas relações económicas no plano global. A China sublinha que os dois países expressaram a vontade de continuar a avançar com o objectivo de corrigir as práticas unilaterais de imposição de tarifas e de promover uma cooperação mutuamente vantajosa.

Nas conversações do fim-de-semana passado, em Genebra, a delegação da China foi encabeçada pelo vice-primeiro ministro, He Lifeng, e a dos EUA pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.

 



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