AR discute «apagão» e soberania energética
Lusa
Por iniciativa do PCP, a Comissão Permanente da Assembleia da República realizou, no dia 30, um debate de emergência sobre o «apagão» de electricidadeno dia 28, com Paula Santos a criticar as «insuficiências e atrasos nas comunicações», incluindo no INEM, na informação à população e no SIRESP, que«sempre que é preciso, falha».
«Os operadores são todos privados e o que lhes importa são os lucros e os dividendos. É este o resultado de mais uma PPP a que sucessivos governos deram cobertura», sublinhou.
A líder parlamentar referiu, também, que é sabido «que a quebra de fornecimento de energia eléctrica afectou diversos sectores de actividade», mas que o Governo «ainda não disse uma palavra sobre que medidas adoptar para apoiar, em particular, as MPME afectadas».
Soberania energética
A deputada comunista manifestou preocupação com as vulnerabilidades do sistema eléctrico nacional, que, afirmou, «não estão dissociadas de opções políticas de segmentação, privatização e liberalização do sector», dividido em «diversas empresas de distribuição, produção e comercialização, todas privadas», deixando «o País sem instrumentos para intervir em situações como a que ocorreu».
«Não é por acaso», lembrou, «que a França e a Alemanha estão a recuperar o controlo público deste sector», referiu, criticando, ainda, o facto de Portugal, com capacidade de produção de energia eléctrica, designadamente hídrica, «estar a importar 30 por cento da [sua] energia».




