- Nº 2684 (2025/05/8)

Olga, um filme inspirador

Opinião

No início da semana em que se comemora o Dia da Vitória sobre o nazi-fascismo (amanhã, 9 de Maio) pelas forças anti-hitlerianas, com o papel decisivo da União Soviética e do seu Exército Vermelho, foi projectado no domingo passado, no Centro de Trabalho Vitória do PCP em Lisboa, o filme brasileiro Olga,realizado em 2004 por Jayme Monjardim, inspirado na biografia escrita por Fernando Morais sobre a alemã, judia e comunista Olga Benário Prestes.

Na sessão participaram algumas dezenas de camaradas e amigos que, após a projecção, debateram as causas e natureza do nazi-fascismo, a sua ascensão ao poder na primeira metade do século XX, a resistência e luta dos povos e a sua derrota com o papel decisivo da União Soviética.

Debateu-se também o modo como o capital monopolista promove, hoje de novo, a emergência de forças de direita e extrema-direita, projectos reaccionários e retrógrados com o objectivo de prosseguir e aprofundar a exploração e garantir a acumulação e centralização da riqueza.

Aproveitando as lições que o filme propicia – a luta contra a ditadura no Brasil (o integralismo, movimento político de inspiração fascista), aliada de facto, num dado período histórico, do nazi-fascismo alemão – centrado na vida de Olga Benário Prestes, os participantes debateram ainda os perigos e ameaças das forças de direita e de extrema-direita, na situação nacional e internacional actual, a necessidade de, pela luta dos trabalhadores e do povo, as enfrentar e assinalaram o papel imprescindível do PCP e da CDU como força política de coragem, iniciativa e determinação que lhes faz frente.

Reconheceu-se também a importância de intensificar a luta e de tudo ser feito para o reforço da CDU já nas eleições legislativas de 18 de Maio.

Sem dúvida uma iniciativa que merece ser valorizada pelas lições que permite retirar da biografia de Olga Benário; pelo esclarecimento do que foi o nazi-fascismo e o profundo significado da vitória sobre esse regime hediondo, responsável por mais de 50 milhões de mortos e por um rol inenarrável de actos de terror, repressão, destruição e morte.

Uma sessão oportuna que importa valorizar também pelo que demonstra das potencialidades de aproveitamento dos Centros de trabalho do PCP como espaços abertos a tantas actividades de convívio, enriquecimento cultural, formação política e ideológica e de reforço do Partido.

 

Manuel Rodrigues