Séc. XVI – Criação da Plêiade

Pierre de Ronsard, clérigo e capelão do rei Francisco I, da França, com o seu amigo Joachim du Bellay e os poetas Jean-Antoine de Baïf, Étienne Jodelle, Rémy Belleau, Jean Dorat, Jacques Peletier du Mans e Pontus de Tyard, criam um movimento literário que tem como objectivo renovar a língua e a poesia francesas. Na escolha do nome, Ronsard ter-se-á inspirado num grupo de sete poetas de Alexandria que o adoptaram no século III a.C. “Plêiade”, palavra com origem no grego “Pleiades”, remete para o conjunto de sete estrelas na constelação de Touro, que na mitologia grega representa as filhas de Atlas e Pleione, e é um símbolo de beleza e harmonia. O movimento surge na esteira de um grupo de poetas conhecido por “Brigada”, que tinha com principal preocupação combater o “monstro da ignorância”, no espírito humanista da Renascença. Através das suas obras, os membros da Plêiade ambicionam contribuir para a emancipação do latim, que na época ainda permanecia como a língua literária por excelência na Europa. As principais fontes de inspiração do movimento são Dante, Petrarca e Boccaccio, que a seu tempo desenvolveram um processo semelhante em Itália. Do ponto de vista político, visa a unificação da França através da língua, já que o latim só era acessível a uma camada muito restrita.