Capitão de Abril Carlos Matos Gomes
Realizou-se ontem para o cemitério do Alto de São João o funeral do coronel Carlos Matos Gomes, um dos Capitães de Abril, falecido no domingo, 13.
Nascido em 24 de Julho de 1946 em Vila Nova da Barquinha, Carlos Manuel Serpa de Matos Gomes estudou no Colégio Nun’Alvares, em Tomar e, aos 17 anos, entrou para a Academia Militar, vindo a fixar-se na arma de Cavalaria.
Cumpriu como oficial do Exército a partir de 1967 comissões em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, nas forças especiais Comandos. Ficou ferido em combate e foi condecorado com as Medalhas de Cruz de Guerra de 1.ª e 2.ª Classe.
Na Guiné-Bissau, em Agosto de 1973 participou no grupo de trabalho encarregue de escrever o texto de uma «carta protesto» endereçada às autoridades políticas e militares, e foi eleito para a «primeira Comissão do Movimento de Capitães».
Com o seu camarada de armas Aniceto Afonso, foi autor de vários ensaios sobre África e a Guerra Colonial, temáticas que abordou também em ficção, área em que se estreou em 1982 com o romance Nó cego, sob o pseudónimo de Carlos Vale Ferraz.
Em 2024, em nome próprio, Matos Gomes publicou Geração D, obra que definiu como uma homenagem e uma autobiografia da sua geração, a que conheceu a ditadura fascista, a Guerra Colonial e fez o 25 de Abril de 1974.
O PCP apresentou condolências à família e aos seus camaradas de armas da Associação 25 de Abril.




