1836 – Liga dos Justos



Com secções em França e na Alemanha, a Liga dos Justos, criada a partir de uma dissidência da Liga dos Párias, era uma organização em que participavam sobretudo operários e artesãos, como ferreiros, carpinteiros, sapateiros, alfaiates, unidos em torno das ideias de Louis-Auguste Blanqui, socialista revolucionário francês. A doutrina que ficou conhecida como Blanquismo advogava a luta de classes e a ditadura do proletariado como forma de organização do Estado. O alfaiate alemão Wilhelm
Weitling, membro destacado da Liga, encarregado de redigir o programa, dá-lhe o nome de “A Humanidade como é e como deveria ser”, e defende que «a triste experiência mostra-nos que a verdade há-de abrir caminho através do sangue». Revolucionário cristão, Weitling acaba por entrar em ruptura com Karl Marx, que adere à Liga em 1846. Marx criticava o radicalismo religioso da obra de Weitling. Em Junho de 1847, no seu primeiro congresso, em Londres, por influência de Marx e Engels, a Liga dos Justos muda
de nome e passa a designar-se Liga dos Comunistas. O lema, “Todos os homens são irmãos”, humanista mas sem conteúdo de classe, dá lugar ao bem conhecido "Proletários de todos os países, uni-vos!". Nascia a primeira organização comunista internacional do proletariado.