Luta firme na Administração Local, na Brisa, na AdP e nos CTT
Reivindicações de aumentos salariais e de melhores horários e outras condições de trabalho motivaram a primeira greve na Brisa, uma concentração na Águas de Portugal e greve nos CTT em Rio Maior.
A recusa de negociação colectiva é factor de empobrecimento dos trabalhadores
«Pela sua firmeza e determinação na adesão à primeira greve na empresa», o CESP/CGTP-IN saudou todos os trabalhadores da Brisa, onde a luta teve lugar na segunda-feira, dia 25, «apesar da pressão, intimidação e desinformação das últimas semanas». O sindicato informou que vai solicitar uma reunião com a administração, «com carácter de urgência», para exigir respostas às reivindicações que motivaram a paralisação: aumentos salariais para todos, valorização das carreiras, fim da escala de cinco dias de trabalho e um de folga, cumprimento integral do Acordo Colectivo de Trabalho e reclassificação dos trabalhadores que desempenham funções superiores (como os ajudantes de obra civil e os operadores de patrulhamento).
Na manhã do dia da greve, o sindicato manteve um piquete junto da sede da Brisa, em São Domingos de Rana (Cascais).
Com a adesão a rondar os 100 por cento, como informou a FECTRANS/CGTP-IN, os trabalhadores dos CTT, em Rio Maior, começaram na segunda-feira, 25, uma série de greves, de duas horas por dia, com duração até 6 de Dezembro. Vão também realizar concentrações.
A federação e o SNTCT informaram que a luta foi decidida em plenário, perante a falta de solução para os graves problemas provocados pela falta de pessoal, que tem reflexos negativos no serviço, sendo os carteiros quem mais ouve o protesto dos utentes.
Vindos de diversos distritos, trabalhadores de empresas do Grupo Águas de Portugal, em dia de greve, concentraram-se junto da sede da AdP, ao final da manhã de quinta-feira, dia 21. Organizados no STAL e sindicatos da FIEQUIMETAL, os trabalhadores lutam por uma mais justa distribuição da riqueza, através de um aumento salarial de 150 euros, para todos, com um salário inicial de 1100 euros.
Na revisão do ACT – que não acontece desde 2018 – há que definir uma nova tabela salarial e os conteúdos funcionais. Por unanimidade, foi aprovada uma resolução, depois entregue à administração, denunciando os constantes incumprimentos do ACT, que têm conduzido ao empobrecimento dos trabalhadores.
Pela reposição do pagamento das indemnizações por acidente de trabalho ou doença profissional, o STAL e o STML promoveram, no dia 19, uma concentração junto da Assembleia da República, onde foram prestados testemunhos sobre os prejuízos desta injustiça.
O regime legal foi alterado em 2014, pelo governo PSD/CDS de Passos Coelho e Paulo Portas, e em 2021, no Parlamento, com os votos de PS, BE, PAN, Chega e pelas deputadas Cristina Rodrigues (ex-PAN e agora no CH) e Joacine Katar Moreira (ex-Livre).
Como não são acumuláveis com a remuneração, as indemnizações fixadas pela Caixa Geral de Aposentações, por incapacidades permanentes parciais inferiores a 30 por cento (que, segundo os sindicatos, serão a esmagadora maioria), ficam com pagamento suspenso até à data da aposentação. Nessa altura, a CGA desconta o valor da indemnização, em prestações mensais.
Alfredo Maia, deputado do PCP, reiterou a solidariedade do Partido para com estes trabalhadores e lembrou as propostas apresentadas em vários momentos, como agora, na discussão do Orçamento do Estado para 2025.