1875 – Congresso de Gotha

A ci­dade alemã de Gotha acolhe a 22 de Maio de 1875 o con­gresso que reúne as duas cor­rentes do mo­vi­mento ope­rário alemão: o Par­tido Ope­rário So­cial-De­mo­crata, di­ri­gido por Au­gust Bebel e Wi­lhelm Li­ebk­necht, e a União Geral Ope­rária Alemã, criada em Maio de 1863 por Fer­di­nand Las­salle. O par­tido uni­fi­cado adopta o nome de Par­tido Ope­rário So­ci­a­lista da Ale­manha. O Pro­grama do novo par­tido é alvo de uma crí­tica de­mo­li­dora por parte de Karl Marx e En­gels, que o con­si­deram eclé­tico e opor­tu­nista, um re­tro­cesso em com­pa­ração com o Pro­grama de Ei­se­nach, ci­dade onde o POSD foi criado, em 1869, o que lhe valeu ficar co­nhe­cido como par­tido dos ei­se­na­chi­anos, e uma ce­dência às teses dos las­sa­li­anos. Fer­di­nand Las­salle, um dis­cí­pulo de Karl Marx que con­cebeu a ‘lei pé­trea’ dos sa­lá­rios, pre­co­ni­zava a cri­ação de as­so­ci­a­ções e co­o­pe­ra­tivas ope­rá­rias para romper a ‘lei pé­trea’ e pro­mover o so­ci­a­lismo no âm­bito de um Es­tado de­mo­crá­tico bur­guês, con­tra­ri­ando as teses de Marx e a di­ta­dura do pro­le­ta­riado. Na crí­tica, Marx ad­voga que o tra­balho é a fonte de toda ri­queza e o seu fruto deve per­tencer a todos; a pro­pri­e­dade comum dos meios de pro­dução e re­gu­lação do tra­balho pela co­mu­ni­dade; e o apoio es­tatal a co­o­pe­ra­tivas de pro­dução para pre­parar a tran­sição para o so­ci­a­lismo.