1984 – Assassinato de Indira Gandhi
Indira Gandhi, primeira-ministra da União indiana entre 1966 e 1977 e de 1980 até à morte, foi assassinada por elementos da sua guarda pessoal. Filha única do “pai” da independência da Índia, Jawaharlal Nehru, foi a primeira mulher a exercer o cargo de chefe do governo no país. Tendo como objectivo modernizar a sociedade indiana, Indira Gandhi prossegue a obra do pai, destacando-se pela firmeza e estilo autoritário com que exerce o poder e combate os adversários. Derrotada nas urnas e mesmo presa em 1977, acusada de corrupção, regressa vitoriosa em 1980 para um terceiro mandato que vai ficar marcado pelas crescentes tensões com a comunidade Sikh, implantada sobretudo no Punjab, no Norte da Índia. Nesse ano Indira desmantela o partido Sikh e instala a sede do governo no Punjab, o que origina uma escalada da violência. É decretado o estado de emergência. Para erradicar a resistência militar Sikh, sediada no templo sagrado de Amritsar, Indira aprova a operação “Estrela Azul”: o exército invade o templo e provoca um elevado número de mortos. Para vingar o massacre, membros Sikh da guarda pessoal assassinam a primeira-ministra com as suas armas de serviço. O filho de Indira, Rajiv Gandhi, sucede-lhe no cargo, mas é igualmente assassinado, a 21 de Maio de 1991.