Lançada, pelas mãos do PCP, há duas semanas, a acção nacional Aumentar Salários e Pensões, para uma vida melhor tem continuado a marcar presença assídua pelos locais de trabalho de todo o País. Esta semana, o Avante! Mostra exemplos da Madeira, Viana do Castelo, Sines, Alcácer do Sal e de Ponte de Sôr
Na Região Autónoma da Madeira, o PCP tem-se desdobrado sobre múltiplos contactos, versando diferentes áreas da vida de quem vive e trabalha no arquipélago.
Anteontem, dia 15, junto da administração pública central, o PCP denunciou serem os trabalhadores do Estado português com categorias remuneratórias mais baixas, os únicos a auferirem oficialmente um vencimento inferior ao Salário Mínimo Regional.
No mesmo dia, mas junto dos trabalhadores da Universidade da Madeira, no campus universitário da Penteada, Ricardo Lume afirmou que não é aceitável que na região o «Governo da República, com o compadrio do Governo Regional, seja o maior promotor das injustiças salariais, permitindo que funcionários sobre a sua tutela aufiram salários inferiores ao salário mínimo a praticar na região».
O dirigente recordou ainda que na região da Madeira, tendo em conta os custos de insularidade e considerando que os bens e serviços têm um custo mais elevado do que no resto do País, é anualmente definido, através de Decreto Legislativo Regional, um acréscimo ao valor do Salário Mínimo Nacional.
No dia 6, na Madeira, o PCP realizou uma jornada de contacto com a população no centro da Ribeira Brava, onde foram colocadas, por parte das pessoas, grandes preocupações sobre o aumento do custo de vida. No local foi possível perceber que, entre as despesas com a habitação, as contas da água e da electricidade e as despesas com a alimentação, é cada vez mais difícil chegar com salário ou pensão até ao final do mês.
Já no dia 2, ainda no arquipélago, na zona do Lido, foi o sector da hotelaria que esteve em destaque nas acções de contacto do Partido. Aí foi possível perceber a contradição entre o que se diz ser um dos melhores anos de sempre para o turismo na região e as brutais condições laborais de quem trabalha no sector.
Pelo resto do País
No dia 10, o PCP, com os eleitos na Câmara e Assembleia municipais de Viana do Castelo, Cláudia Marinho e Filipe Vintém, esteve nos Serviços Municipalizados e na Viana Festas, em contacto com os trabalhadores.
Segundo a Organização da região minhota, o aumento dos salários, especialmente quando já são tão baixos, traria benefícios para o aumento do consumo interno nacional, em particular no que diz respeito às pequenas e médias empresas, que constituem 90 por cento do tecido empresarial do País.
No dia 8, a JCP esteve em contacto com os trabalhadores da área comercial de Sines e com os Estudantes da Escola Secundária de Alcácer do Sal, no Litoral Alentejano, onde os trabalhadores e os estudantes apontaram os baixos salários, o custo da habitação e a falta de professores como alguns dos grandes problemas nas suas vidas.
Em Ponte de Sôr, realizou-se também, no dia 10, uma jornada inserida nesta acção nacional de contactos.