Rogério de Carvalho deixa legado na encenação
Rogério de Carvalho morreu, no dia 21, aos 88 anos, na sequência de um acidente vascular cerebral. O encenador dedicou grande parte da sua carreira de 60 anos no teatro a textos de dramaturgos como Jean Genet, Bernard-Marie Koltès, Rainer Werner Fassbinder, Howard Barker, Eugene O'Neill e Anton Tchekhov, sem esquecer outros clássicos como Molière, Gil Vicente, Platão e Eurípedes.
Natural de Gabela, Angola, Rogério de Carvalho iniciou a sua carreira ainda enquanto aluno do Conservatório Nacional de Lisboa, a actual Escola Superior de Teatro e Cinema, na qual leccionou até 2007.
Foi distinguido com o Prémio Almada 2001 e com o Grande Prémio da Crítica em 2012, por espectáculos que dirigiu para as companhias Ensemble e As Boas Raparigas vão para o céu, as más para todo o lado.
Trabalhou regularmente com a Companhia de Teatro de Almada e com o Teatro Griot, o Teatro Oficina e a Escola da Noite, entre outras companhias, e dirigiu espectáculos para os teatros nacionais D. Maria II e São João.