Na Venezuela, nas eleições presidenciais de domingo, 28, mais de 21,6 milhões de eleitores estão habilitados a votar. Nicolás Maduro está confiante na vitória nas eleições, porque considera que «se levantou uma onda de despertar e de dignidade nacional para travar o fascismo e a extrema-direita que ameaça a paz do país».
Termina hoje, 25, a campanha eleitoral na Venezuela, tendo em vista a eleição presidencial de 28 de Julho. Nicolás Maduro é o candidato do Grande Pólo Patriótico, que reunindo forças progressistas venezuelanas, enfrenta nove outros candidatos. Nicolás Maduro, actual Presidente, considerou que nesta eleição se está a definir o futuro da Venezuela.
Recorde-se que, ao longo de anos, a República Bolivariana da Venezuela tem vindo a resistir à imposição de inúmeras medidas coercivas por parte dos EUA e da UE (com o apoio de sucessivos governos portugueses), utilizadas como instrumentos de ingerência e que constituem uma violação do direito internacional: instigação e apoio a tentativas de golpe de Estado; promoção de operações de desestabilização, nomeadamente pelo não reconhecimento dos resultados eleitorais; boicote comercial, económico e financeiro; congelamento e roubo de activos da Venezuela no valor de milhares de milhões de dólares (incluindo através do Novo Banco), visando atingir as condições de vida do povo venezuelano, e consequentemente da comunidade luso-venezuelana. A tudo isto a Revolução bolivariana tem vindo a resistir.
Alerta para operação da direita golpista
O Grande Pólo Patriótico tem vindo a denunciar planos da direita golpista para, à semelhança do que aconteceu em anteriores eleições, procurar sabotar, denegrir e colocar em causa o processo eleitoral, visando o não reconhecimento dos resultados eleitorais.
O Grande Pólo Patriótico alerta para que, após o anúncio dos resultados da eleição pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), a direita – que ao longo dos últimos 25 anos protagonizou diversas manobras golpistas na Venezuela, incluindo tentativas de golpe de Estado – começará a clamar «fraude» eleitoral, aliás como já começou a fazer durante o período da campanha eleitoral.
31.ª eleição em 25 anos
Para este acto eleitoral – o 31.º que se realiza na Venezuela desde o triunfo da Revolução bolivariana, há 25 anos – estão habilitados a ir às urnas mais de 21,6 milhões de venezuelanos.
Os observadores estrangeiros, entre os quais se encontram representantes do Centro Carter (dos EUA), do Conselho de Peritos Eleitorais da América Latina e do Painel de Peritos da ONU, entre outros, consideraram «totalmente» seguro o sistema eleitoral venezuelano.
Cerca de 140 meios de comunicação foram acreditados para cobrir a eleição. E começaram já a chegar à Venezuela 164 enviados especiais de 76 meios de comunicação de 21 países, que integram um total de 1326 profissionais da comunicação social que irão acompanhar a votação.