Disto somos feitos!
Esta semana, na sessão plenária em Estrasburgo, tomaram posse os 720 deputados eleitos para o Parlamento Europeu (PE), marcando simultaneamente o final do mandato anterior.
Foram cinco anos de um trabalho intenso, intimamente ligado à realidade nacional e à luta dos trabalhadores e das populações pelos seus direitos e anseios, de que o Balanço do Trabalho dos deputados do PCP no PE (2019-2024) dá conta de uma forma detalhada.
Foi um mandato exigente (não são todos?), marcado inevitavelmente pela pandemia da Covid-19, pela guerra no leste da Europa, pelo aumento do custo de vida, pela degradação dos serviços públicos (no Serviço Nacional de Saúde, na escola pública) e pela limitação cada vez mais acentuada a direitos, como o da habitação.
A nossa ligação ao País, desde o primeiro momento, com visitas, reuniões, contactos com as populações e os trabalhadores, debates, entre outros, abarcando os mais diversos sectores da vida económica, social e cultural do país, permitiu-nos conhecer de perto as consequências sentidas. Destaco, de forma particular, as jornadas de trabalho que fizemos por todos os distritos de Portugal (continental e insular), entre Setembro de 2022 e Outubro de 2023, sob o lema «Contigo todos os dias! A tua voz no Parlamento Europeu», que promoveram uma ligação ainda maior à realidade nacional.
Ora, é isto que possibilita ter no PE uma acção sintonizada com a situação do País. Foi por nossa iniciativa que, por duas vezes, se discutiu, em plenário, o impacto do sucessivo aumento das taxas de juro pelo BCE. Ou o aumento do custo de vida que levou à degradação das condições de vida da grande maioria da população. Ou sobre medidas que mitigassem e prevenissem a situação de seca.
A nossa intervenção, seja em alterações a relatórios e resoluções, seja em perguntas à Comissão Europeia, seja a participação em plenário, parte da nossa iniciativa. Ao contrário de outros, não estamos à espera que alguém tome a iniciativa para depois nos associarmos. Não nos acanhamos em tomar posição e em defendê-la: na promoção e defesa dos direitos das mulheres, no combate às desigualdades e à pobreza infantil, na valorização da produção nacional (nas pescas, na agricultura, na indústria, na investigação), na defesa do ambiente e no respeito pela nossa soberania. Não nos calamos na denúncia e rejeição das políticas neoliberais, federalistas e militaristas nem as colorimos para parecerem menos ofensivas para os trabalhadores e para os povos! Em vez de sanções e guerras, defendemos a Paz e a cooperação entre os povos, iguais em direitos e com relações de amizade mutuamente vantajosas.
Foi assim e é assim que vai continuar a ser. Disto somos feitos!
Foi um orgulho fazer parte deste trabalho!
Dentro e fora do PE, a luta continua!