- Nº 2640 (2024/07/4)

Solidariedade com a Palestina sai à rua hoje, em Lisboa

Nacional

Em Portugal, como um pouco por todo o mundo, continuam a fazer-se ouvir as vozes em defesa da paz e dos legítimos direitos nacionais do povo palestiniano, contra o genocídio e a ocupação.

Hoje, 4, às 18h00, realiza-se uma concentração de solidariedade com o povo palestiniano na Praça do Rossio, em Lisboa. Promovida pelo CPPC, CGTP-IN, MPPM e Projecto Ruído – Associação Juvenil, a acção terá intervenções culturais e políticas e a participação de membros da Flotilha da Liberdade, que estarão nesse dia na capital portuguesa.

Com o lema «Para as crianças de Gaza», activistas solidários com a Palestina pertencentes à Coligação da Flotilha da Liberdade atracaram ontem em Lisboa, a bordo do Handala. Saído a 1 de Maio de Oslo, na Noruega, o Handala já parou em portos na Suécia, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Irlanda, França e Espanha, prosseguindo por Lisboa e outros portos no Mediterrâneo, a caminho de quebrar o bloqueio ilegal de Gaza, onde deverá chegar em meados de Agosto.

Nas escalas, as comunidades locais organizam eventos educativos e de solidariedade para divulgar a missão da Flotilha e sensibilizar para a situação na Palestina.

Carta-aberta ao primeiro-ministro

Na sexta-feira, 28 de Junho, foi entregue na residência oficial do primeiro-ministro a carta aberta Pelo Reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal, subscrita por 79 organizações das mais diversas áreas de intervenção. A carta foi apresentada um mês antes numa concentração realizada no Rossio.

Neste acto simbólico estiveram representantes de organizações que subscreveram a carta. Ilda Figueiredo, do CPPC, Carlos Almeida, do MPPM, e Dinis Lourenço, da CGTP-IN, foram recebidos pelo assessor diplomático do primeiro-ministro, Jorge Monteiro, que recebeu a Carta Aberta.

As organizações reafirmaram, na ocasião, a sua solidariedade com o povo palestiniano e as suas exigências por um cessar-fogo permanente e imediato, pelo fim do genocídio e pelo reconhecimento, pelo governo português, do Estado da Palestina nas fronteiras anteriores a 1967 e com capital em Jerusalém Oriental, conforme determinado pelas resoluções adoptadas pela Organização das Nações Unidas.