6 Junho 1982 – Israel invade o Líbano

A operação teve o nome de código «Paz para a Galileia» e envolveu 60 000 soldados das Forças de Defesa de Israel (Tsahal), que cruzaram a fronteira do Líbano para levar a cabo mais uma abominável carnificina de palestinianos ali refugiados. Concebida e dirigida pelo general Ariel Sharon, ministro da Defesa e depois primeiro-ministro, a operação invade um país soberano, dizima o exército nacional libanês e chega às portas da capital, Beirute, tomada de assalto com o apoio da aviação e carros de combate. Os combatentes da OLP retiram-se e refugiam-se em Tunes a 30 de Agosto. A 14 de Setembro, é assassinado o recém-eleito presidente Béchir Gemayel, de extrema-direita. Israel rompe o cessar-fogo entretanto acordado pelos EUA e assume a ocupação de Beirute. As milícias falangistas, que Gemayel mandara entrar nos campos de Sabra e Chatila e prender militantes da OLP alegadamente aí escondidos, vingam-se nos refugiados. O Tsahal fecha todas as saídas dos campos e começa a matança. De 16 a 18 de Setembro a barbárie anda à solta. Três meses depois, a Resolução 37/123 da AG da ONU condena o massacre, que classifica de «um acto de genocídio». Ninguém foi acusado. Estima-se que mais de 17 000 pessoas foram assassinadas na invasão do Líbano. Impunemente.