IMPRESSIONANTE EXPRESSÃO DA FORÇA DE ABRIL
«um imenso Abril, poderosa afirmação de futuro»
Por todo o País, Abril saiu à rua. Em festa, em luta, em multidão, com uma ampla participação juvenil: a reviver a alegria, a felicidade do dia da liberdade há 50 anos conquistada; a confirmar que os ideais e valores de Abril permanecem vivos na memória colectiva dos trabalhadores, do povo, da juventude; a reafirmar a disponibilidade e determinação de luta para travar as batalhas que este imenso Abril potenciou, como poderosa afirmação de futuro.
Assinalando o significado e dimensão da «celebração popular do cinquentenário da Revolução, esse imenso 25 de Abril que por todo o País, e para lá das suas fronteiras, encheu praças, avenidas e ruas – com uma dimensão inapagável no coração das cidades de Lisboa e Porto – afirmando Abril, os seus valores e actualidade», a Comissão Política do Comité Central do PCP, em nota emitida esta segunda-feira, sublinhou a confiança no prosseguimento da luta por uma vida melhor. «Desde já no 1.º de Maio. Esse Maio do trabalho que a classe operária, os trabalhadores e o povo nunca deixaram de assinalar mesmo em tempo de trevas e repressão, que há 50 anos, na grandiosa expressão de 1974, impulsionou a Revolução de Abril, e que este ano na jornada convocada pela CGTP-IN é o momento para dar expressão aos direitos dos trabalhadores, reclamar o aumento dos salários, valorizar reformas e pensões, elevar as condições de vida, dignificar o trabalho, combater a exploração e as discriminações.»
Por sua vez, o Secretário-Geral do PCP que participou em diversos actos destas comemorações (sessão solene na AR, desfile popular na Avenida da Liberdade em Lisboa, desfile promovido pela URAP em Peniche e no almoço comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril no Seixal), ao intervir na sessão solene na AR evocaria «a coragem e a determinação dos jovens capitães de Abril, nessa madrugada que acordou com uma vigorosa mobilização popular que firmou a Aliança Povo – MFA, e transformou o levantamento militar em Revolução libertadora.» Sublinhando, no entanto também, que se trata de uma Revolução que é «fruto de um longo caminho de luta e resistência de 48 anos, onde homens e mulheres, na sua maioria jovens, deram tudo, muitos a própria vida. Uma luta onde, com orgulho, o Partido Comunista Português esteve sempre na primeira linha de combate ao regime fascista que sustentava a meia dúzia de famílias que mandavam no País».
Por sua vez, o desfile em Peniche organizado pela URAP, a 27 de Abril, assinalou a libertação dos presos políticos, depois de uma luta muito dura e persistente, com muitos democratas, e com um papel determinante do PCP, também na constituição do Museu Nacional Resistência e Liberdade, que naquele dia se inaugurou.
As comemorações do cinquentenário do 25 de Abril foram também uma resposta poderosa a todos os que tentam apagar ou distorcer o profundo significado desta data; aos que, inconformados com o que ela representou, a procuram secundarizar, adulterar e diminuir; aos que promovem o branqueamento do fascismo e uma visão reaccionnária da sociedade.
Foi uma impressionante expressão da força de Abril, confirmando que Abril está vivo e os seus valores se projectam no futuro que queremos construir.
Importa agora, potenciar a energia, a confiança, a força de Abril e projectá-la no desenvolvimento da luta – de que foi expressão a jornada do 1.º de Maio convocado pela CGTP-IN – pelos direitos e pela alternativa política indispensável à construção de um Portugal com futuro, no rumo de Abril. Uma alternativa que rompa com décadas de política de direita, na contramão a Abril – de que são responsáveis PS, PSD e CDS (e os seus sucedâneos Chega e IL) e que o actual Governo PSD/CDS quer aprofundar.
Importa, por outro lado, dar resposta às tarefas que se colocam no nosso horizonte político imediato, desde logo as eleições para o Parlamento Europeu, de 9 de Junho (sem esquecer as eleições para a Assembleia Legislativa da R. A. da Madeira a 26 de Maio). Multiplicar os contactos, esclarecer e mobilizar, com ousadia e confiança, para o voto na CDU.
Importa preparar a Festa do Avante! promovendo, desde já, a venda antecipada da EP e cuidar do reforço do PCP nas direcções que o Comité Central de 15 de Abril reafirmou, colocando na ordem do dia a preparação do XXII Congresso do PCP, marcado para 13, 14 e 15 de Dezembro.
Como sublinha a Comissão Política do Comité Central do PCP, «este Abril revela energias e capacidades que importa incorporar na luta dos trabalhadores e das massas populares, com a confiança de que unidos e organizados podem derrotar ataques e tentativas de retrocesso e impor resposta aos seus problemas e aspirações, certos de que têm nas suas mãos o futuro da suas vidas e o destino do País».