Plenário exige brevidade em negociações na EMEL
Mais de 100 trabalhadores da EMEL reuniram-se em plenário, anteontem, junto aos Paços do Concelho de Lisboa, reivindicando uma reunião com a autarquia e com a empresa para negociações salariais.
Na ausência de respostas, há novo plenário no dia 27
Está em causa a negociação do caderno reivindicativo para 2024 da EMEL (empresa detida na totalidade pela Câmara Municipal de Lisboa), processo que, como um dirigente do CESP disse à Lusa, dura há três meses. «Na última reunião foi-nos apresentada uma proposta de aumento de 52,64 euros», afirmou Orlando Gonçalves, explicando que o Acordo de Empresa dos trabalhadores da EMEL não implica que lhes tenha apenas de ser aplicado o mesmo valor da Função Pública.
Segundo o dirigente, o cumprimento dos compromissos assumidos em 2023 e que estão ainda por efectivar, como a implementação das diuturnidades, foi outro dos motivos que levou os trabalhadores até à porta da Câmara.
No plenário foi aprovada, por unanimidade, uma resolução que não aceita a proposta patronal de aumento e exige o avanço das negociações com a maior brevidade possível.
Na ausência de respostas, o CESP garante que os trabalhadores continuarão a luta com um novo plenário no dia 27.
João Ferreira, vereador na CML e membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, esteve presente durante a concentração e deixou palavras de solidariedade e reconhecimento a todos, lembrando que a sua situação já foi levada a reunião camarária.