FAZ FALTA MAIS FORÇA À CDU

«para combater perigos, defender direitos e abrir caminho a outra política»

A pouco mais de duas semanas das eleições legislativas, a campanha eleitoral adensa-se, num contexto económico e social em que se agravam os problemas dos trabalhadores, do povo e do País e os responsáveis pela política de direita que os causou e vem agravando – quer PS, quer PSD e CDS e os seus sucedâneos Chega e IL – a recorrerem às mais diversas (e amplamente mediatizadas) manobras e a um autêntico leilão de promessas eleitorais para os fazer esquecer.

Em sentido contrário, o PCP e a CDU entendem que é preciso é continuar a dar-lhes centralidade bem como às soluções que têm para lhes responder.

De facto, como combater o aumento do custo de vida se não se aumentarem os salários e as pensões e não se fixarem, controlarem ou reduzirem os preços dos bens e serviços essenciais – como propõem o PCP e a CDU –; se não se atacarem as causas geradoras das desigualdades, com milhares de portugueses a empobrecer enquanto os grupos económicos e multinacionais acumulam lucros escandalosos? Como defender, salvar e reforçar o SNS, que hoje está confrontado com graves problemas, se não se contratarem mais médicos, enfermeiros e outros profissionais que nele fazem falta, com as medidas concretas que a CDU propõe e não se reverter para o SNS os recursos públicos que estão a ser desviados para os grupos privados da saúde? Como atacar os problemas da escola pública se não se contratarem os milhares de professores (e outros profissionais) em falta, dignificando e valorizando as suas carreiras (reconhecendo nomeadamente a contagem integral do tempo de serviço e a vinculação após três anos de ensino, como propõe a CDU)? Como garantir o direito à habitação se não for garantido um regime de protecção da habitação própria colocando os bancos a suportar o aumento das taxas de juro ou um regime de protecção da casa arrendada com regulação e redução do valor das rendas ou o lançamento de um programa de oferta pública de habitação? Como defender os direitos dos trabalhadores se não se revogarem as normas gravosas da legislação laboral que os fragilizaram? Como garantir os direitos das crianças e pais se não se romper com a política que impede que se concretizem?

E como resolver os problemas da Justiça sem responder aos problemas das pessoas, nomeadamente no que toca aos despejos, despedimentos, entre outros; se não se responder ao problema do acesso democrático à justiça, particularmente no que diz respeito às custas judiciais insuportáveis; se não se valorizar os trabalhadores da Justiça, com a contratação de mais trabalhadores e valorização das suas carreiras; se não se garantir uma resposta mais célere; se não se garantir o apuramento cabal dos processos?


O que está colocado aos trabalhadores e ao povo, nestas eleições, é como aproveitar esta oportunidade para dar mais força aos que dão garantia, como a história de anos e anos de intervenção demonstra, que uma vez eleitos usarão a força do voto para, sejam quais forem as circunstâncias em que tenham que intervir, defender os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

De facto, para optar por Abril, pelos que produzem a riqueza, pelos que merecem e têm direito a uma vida melhor, pelos que trabalharam toda uma vida, pelos jovens, pelos micro, pequenos e médios empresários e pequenos e médios agricultores, pelo direito das mulheres à igualdade na lei e na vida, pela valorização da cultura e dos seus profissionais, pela concretização dos direitos das pessoas com deficiência, a opção de voto só pode ser uma: o voto na CDU.

E neste ano em que comemoramos 50 anos do 25 de Abril, é o momento de sublinhar a actualidade dos seus valores e a força do seu protagonista, o povo, para os projectar no futuro de Portugal.

 

Enquanto a campanha eleitoral prossegue, desenvolve-se também a luta de massas, de que foi expressão a concentração de trabalhadores promovida pela Fiequimetal junto à sede da CIP, estando em preparação outras acções para os próximos dias; os trabalhadores intensificam a acção reivindicativa nas empresas, sectores e locais de trabalho e as populações lutam por melhores serviços públicos e pelos seus direitos.

É neste clima de esclarecimento, mobilização e luta que se realiza, amanhã e depois de amanhã, o 15.º Congresso da CGTP-IN, no Seixal, com todo o significado que tem para o reforço da organização, da unidade e da luta dos trabalhadores portugueses.


As eleições de 10 de Março são uma oportunidade para alterar a correlação de forças na AR e, com o reforço da CDU, criar as condições para abrir o caminho novo e indispensável para responder aos problemas e desenvolver o País.

Tendo presente esta perspectiva, impõe-se continuar a desenvolver uma campanha de massas, afirmar as soluções e juntar forças para ir ao contacto directo, ao esclarecimento e à mobilização confiante para o voto na CDU.