1675 – Revolta dos Barretes vermelhos

«Viva o Rei… sem impostos e sem decretos!», é o grito da multidão que a 18 de Abril de 1675 sai à rua em Rennes e saqueia as repartições fiscais. Reina então em França Luís XIV, o «Rei Sol», que três anos antes se envolvera na guerra da Holanda, e que à falta de meios para a manter insta novos impostos: obrigatoriedade de redigir os actos judiciais e notariais em papel timbrado com a flor-de-lis, com uma taxa da ordem de um sol a folha; além disso, passa a ser cobrado um imposto de vinte centavos sobre cada libra de tabaco e torna-se obrigatória a marcação das peças de estanho à razão de um sol por peça. Os protestos começam em Bordeaux, levando o Parlamento a suspender as taxas. A população de Rennes, Saint-Malo e Nantes seguem o exemplo, e a contestação estende-se por grande parte da Bretanha, numa das mais violentas revoltas contra os impostos do séc. XVII. A intensidade da «emoção popular», como lhe chama o governador de Rennes, assusta as autoridades, que respondem com brutal repressão. Os suspeitos de rebelião são enforcados nas árvores à beira dos caminhos e os campanários das igrejas são arrasados por terem chamado à rebelião. Alguns nunca foram reconstruídos. A revolta marca profundamente a região, que se vai distinguir no apoio à Revolução.