O PCP e a CDU continuam centrados em dinamizar a sua acção em torno das questões concretas da vida do País, dando destaque às propostas e soluções para os problemas nacionais, que afectam a vida das pessoas. O novo quadro político de que resultou a anunciada marcação de eleições para 10 de Março em nada altera – antes pelo contrário, reforça – o foco principal da acção e iniciativa que emergiu como eixo fundamental da Conferência Nacional do Partido: estar na rua.
Há, pois, que intensificar a diversificada acção e iniciativa que por todo o País tem vindo a ter lugar. Temos uma força imensa que pode e deve ser fortalecida com a abordagem e acção de cada organismo sobre a realidade do meio onde actua. Um trabalho que pode ser ainda mais alargado com a acção de cada membro do Partido.
Assim tem sido, a título de exemplo, no Distrito de Santarém. Em Abrantes sobre o custo vida e a habitação. No Cartaxo sobre o estado de equipamentos municipais. Em Ourém, Entroncamento, Salvaterra, Alpiarça, Chamusca ou Coruche sobre a saúde, que é um grave problema que afecta todo o distrito. Em Torres Novas sobre a mobilidade e a falta de transportes no concelho. Em Santarém sobre habitação, mobilidade e vários outros problemas que afectam as populações. Em Tomar pela construção de residências para os estudantes do Politécnico. E a lista poderia prosseguir.
A actividade diversa que, em síntese e a título de exemplo, aqui se espelha, não ignora atrasos e dificuldades. Mas ela é a seiva da ligação à vida concreta dos trabalhadores e das populações. Não há comentário da usual equipa com «doutoramento em fazer cabeças» e sondagem que destrua esta ligação. Importa que no dia 10 de Março os trabalhadores e o povo transportem para o voto esse sentimento de olhar para a CDU como os que estão lá, onde há problemas; estão lá, ao seu lado.
Ao longo do último ano, fomos ouvindo o lamento, que nalguns casos era arrependimento, da opção tomada por muitos nas anteriores legislativas. Pois bem, abriu-se uma janela de oportunidade: os que estão cansados deste recorrente mais do mesmo têm a oportunidade de dar corpo a esse seu desejo de mudança, dando mais força ao PCP, à CDU.
Somos a força das causas do futuro
É hora de a política se colocar ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País e não, como tem acontecido, andar ao sabor dos interesses, dos lucros e da engorda do grande capital. É hora de responder à carestia de vida, coisa que o Governo PS não quis nem quer enfrentar, empurrando para cima das costas dos trabalhadores e do povo o arcar com todas as suas consequências negativas.
As jornadas de luta da CGTP-IN de 11 e 29 de Novembro e as múltiplas lutas reivindicativas em empresas e sectores, como no caso das Carnes Nobre – Rio Maior, tornam claro esse desejo. Levemos então a luta até ao voto, dando mais força ao PCP, à CDU.
Todo o colectivo partidário está convocado para, com a sua acção, a sua energia, o seu conhecimento, o seu entusiasmo, a sua confiança, contribuir para dar mais força à CDU, afirmando que Abril é Mais Futuro.