Continuar a solidariedade com o povo palestiniano
O povo mártir da Palestina continua a ver negado o seu direito a um Estado soberano e independente
O povo mártir da Palestina continua a ver negado o seu direito a um Estado soberano e independente
Nas últimas semanas desenvolveu-se em todo o País uma expressiva solidariedade com o povo palestiniano, exigindo o fim do massacre na Faixa de Gaza e a paz em todo o Médio Oriente.
Muitas foram as iniciativas de rua já realizadas em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Faro, Beja, Évora, Viana do Castelo, Viseu, Leiria, Santarém, Setúbal, Portalegre, Covilhã, Guimarães, Almada, Baixa da Banheira, Montijo, São João da Madeira e outras localidades, organizadas pela CGTP-IN, pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), pelo Projecto Ruído – Associação Juvenil e por outras organizações.
Este movimento solidário de âmbito nacional vai intensificar-se em torno do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano, que se assinala a 29 de Novembro. A data de 29 de Novembro foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU, em 1977, para assinalar os 30 anos da aprovação da sua Resolução 181, na qual se determinava que a então colónia inglesa da Palestina seria dividida em dois Estados, um Estado judaico e um Estado árabe.
O Estado judaico de Israel foi criado logo no ano seguinte, acompanhado por uma vaga de brutal violência e expulsão do povo palestiniano das suas casas e terras, que ficou conhecida como a Nakba («A Catástrofe»). O Estado árabe da Palestina ainda hoje não viu a luz do dia.
A Assembleia Geral da ONU reconheceu essa sua dívida histórica para com o povo palestiniano com a proclamação do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano. Mas o povo mártir da Palestina continua a ver negado o seu direito a um Estado soberano e independente. E está hoje a ser massacrado de forma desumana com a cumplicidade aberta dos Estados Unidos da América e seus aliados, que não apenas impedem a condenação pela ONU dos bárbaros crimes de Israel na Faixa de Gaza e na Margem Ocidental, ou sequer a exigência dum cessar-fogo, como são responsáveis directos pelo armamento e pelo apoio político que permite a Israel prosseguir com os seus crimes.
Porto, Évora, Lisboa...
Perante a cumplicidade das potências imperialistas com os crimes de Israel, é hora de os povos avolumarem ainda mais o grande movimento mundial de solidariedade com o povo palestiniano. Um movimento que já desceu à rua em muitos países do mundo, exigindo o cessar-fogo imediato, a paz na região e uma solução para a questão palestiniana assente no reconhecimento dos inalienáveis direitos nacionais do seu povo, com a criação duma Palestina livre e independente, assegurando o direito de regresso dos refugiados, como prometido por inúmeras resoluções da ONU, e com controlo soberano das suas fronteiras.
Em Portugal, a CGTP-IN, CPPC, MPPM e Projecto Ruído convocaram já uma nova manifestação para o Porto, no domingo, 26 de Novembro, com concentração às 15h30 na Praceta da Palestina e desfile até à Praça D. João I. As mesmas organizações convocaram igualmente uma Concentração em Évora, na terça-feira dia 28 de Novembro, pelas 19h00 no Largo Camões. Lisboa vai descer à rua na quarta-feira, dia 29 de Novembro, com concentração no Martim Moniz às 18h00, igualmente respondendo ao apelo da CGTP-IN, CPPC, MPPM e Projecto Ruído.
Outras acções serão convocadas nos próximos dias.
Solidariedade
para pôr fim à chacina
Nos últimos dias as forças israelitas têm bombardeado e atacado hospitais e escolas da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), sendo responsáveis por hediondos massacres.
Os milhares de mortos, em grande parte crianças, exigem que o movimento de solidariedade popular com o povo palestiniano prossiga, mesmo para além do dia 29 de Novembro, até se conseguir impor o fim da chacina em curso.