- Nº 2597 (2023/09/7)
Com uma área ampla e repleta de cor e vida – fosse nos toldos vermelhos e azul-turquesa ou nos murais de cravos de variadíssimas tonalidades – no Espaço Central despontavam a experiência histórica da luta do povo português, as propostas do PCP e as tradições de um povo que não se resigna.
Neste espaço aberto, praticamente sem paredes, foram implantados o Fórum e o Auditório, onde se realizaram 14 debates nestes três dias. Cada um deles contou com a participação de várias dezenas de pessoas, muitas das quais também tomaram a palavra.
No centro, surpreendia os visitantes uma praceta com dezenas de cravos firmes num relvado. No topo deste jardim de Abril, emergia de ruínas um mastro com uma grande bandeira do PCP. Evidenciava-se assim o papel decisivo do Partido para o 25 de Abril e na revolução libertadora, cujo cinquentenário foi tema da exposição política.
Paulo Raimundo visitou o Espaço Central na sexta-feira, logo após a abertura da Festa. Durante o percurso, em que foi acompanhado por dirigentes do Partido com responsabilidade no projecto e construção, o Secretário-Geral do PCP encontrou-se com um ex-preso político. Libertado após o 25 de Abril, abordou alguns episódios da resistência ao fascismo e da vida nas prisões, relatando a sua experiência pessoal mas também a de outros camaradas com quem partilhou cela em Caxias.
No espaço «Adere ao PCP», muitos visitantes da Festa puderam contactar com dirigentes do Partido, para esclarecerem dúvidas, darem a sua opinião ou tornarem-se militantes.
Ao lado, num ponto com grande visibilidade, situava-se a exposição que assinalava os 100 anos do Carnaval de Torres Vedras.
Na «Loja da Festa», os visitante puderam adquirir lembranças, como t-shirts, cadernos ou sacos. Aqui estiveram à venda os números mais recentes do Avante! e de O Militante! – publicações com forte presença em todo o Espaço Central, com prelos do tempo da luta antifascista (incluindo demonstrações do seu funcionamento) e exemplares de edições clandestinas, em várias vitrinas, e também em murais que davam corpo à campanha, em curso, de difusão da imprensa do Partido.
Vários painéis evidenciavam o trabalho dos deputados do PCP no Parlamento Europeu, expondo propostas do Partido para o País e para uma Europa de paz e progresso.
No «Café da Amizade», onde são já tradicionais as fatias de bolos de mel e noz ou os pastéis de nata, bem como uma grande diversidade de bebidas, este ano houve uma novidade: um cocktail comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril, que teve grande sucesso.
Uma esplanada, ao fundo, com vista sobre o Tejo e o Auditório 1.º de Maio, convidava a encontros e reencontros, à discussão franca e à confraternização. Muitos aceitaram o convite e até regressaram, trazendo outros amigos também.