Vozes e rostos da EDP exigem condições iguais
Os trabalhadores das lojas e centros de contacto do Grupo EDP estão em greve por direitos e salários uniformes para todos, pela sua vinculação efectiva à empresa.
Os trabalhadores não aceitam ser tratados como números
De acordo com a Fiequimetal e os seus sindicatos SIESI, SITE Norte, SITE Centro-Norte e SITE Centro-Sul e Regiões Autónomas, a paralisação teve forte impacto logo no primeiro dia, segunda-feira, 14, forçando o encerramento ou funcionamento com fortes perturbações da quase totalidade das lojas da EDP.
Situação idêntica registou-se nos centros de contacto em Lisboa e em Seia. Nestes, a greve terminou ontem, 16, com uma concentração, de manhã, junto à escadaria da Assembleia da República. Já nas lojas, a paralisação termina no dia 19. No total, estão envolvidos na jornada de luta mais de 80 lojas e quatro grandes centros de contacto, detalha-se em nota de imprensa enviada pelo SIESI às redacções.
Já a Fiequimetal explica, no seu sítio da Internet, que «os trabalhadores das lojas e dos centros de contacto, na relação com os clientes, são os rostos e as vozes das empresas para que efectivamente trabalham». Por isso, «não aceitam ser tratados pelas empresas como meros números» e «exigem respeito, sabendo que são decisivos para a actividade da EDP e das empresas do Grupo e que são determinantes na construção dos resultados e na acumulação de milhões e milhões de euros de lucros nos últimos anos».
Como reivindicação urgente, «os trabalhadores exigem salários e condições de trabalho iguais aos que desempenham funções semelhantes e têm vínculo à EDP», mas, em pano de fundo, continuam a almejar a sua inclusão nos quadros do Grupo para o qual efectivamente trabalham.