1215 – Assinatura da Magna Carta

Magna Carta Libertatum ou Grande Carta das Liberdades, é o documento que limita o poder dos monarcas britânicos, impedindo o poder absoluto. Tendo subido ao trono em substituição do rei Ricardo Coração de Leão, seu irmão, feito prisioneiro na Áustria, o rei João Sem-Terra reinou de forma despótica, organizou expedições militares desastrosas, aumentou impostos e hostilizou a Igreja. Para o conter, a nobreza e o clero conjugam forças e fazem-no assinar o documento conhecido como «Magna Carta», em que o monarca renuncia a alguns dos seus «direitos divinos» e se submete à lei dos homens. O Papa Inocêncio III anula o acordo, a pedido do rei, a troco de a Inglaterra ser um feudo de Roma. Os nobres não desistem e o sucessor de João, Henrique III, reconhece o documento e leva a cabo três revisões do texto. A «Magna Carta» torna-se um símbolo e, no reinado de Eduardo I, em 1297, parte integrante da lei estatutária da Inglaterra. Considerada a base do direito constitucional, é um marco em termos de direitos humanos, como o habeas-corpus, a obrigatoriedade de julgamento para haver pena, e a presunção da inocência. Inspirado nela, Kurt Weill compõe, em 1940, The Ballad of Magna Carta. Em 2009, a Magna Carta é incluída no Memory of the World Register da UNESCO.