2002 – Inauguração do Museu Botânico de Beja
O Museu Botânico de Beja, instalado na Escola Superior Agrária, começou a germinar em meados da década de 1990, quando se começou a reunir objectos naturais, matérias-primas de origem vegetal e artefactos (etnobotânica) para ilustrar as aulas. A sua inauguração formal, no dia 2 de Outubro, foi antecedida pelos primeiros cursos livres de Botânica Económica e exposições temporárias. Carácter distintivo das exposições ali realizadas é a sua matriz etnobotânica, isto é, mostra-se o resultado da interacção cultural entre os humanos e as plantas, em distintos contextos culturais e geográficos. O acervo do Museu conserva objectos e matérias-primas invulgares, como uma camisa feita com fibras das folhas do ananaseiro; incenso verde de Omã; bálsamo de Gileade (o mais oneroso produto da história agrícola); especiarias raras; cocos-do-mar (as maiores sementes do Reino Vegetal, que podem atingir 50 cm e pesar 20 kg); bordados feitos com palha de trigo e esculturas de miolo de figueira, feitos nos Açores; caixas de âmbar; colares de azeviche; entre outros exemplos. Esta pequena mas valiosa jóia acolhe, desde Janeiro último, a primeira Cátedra UNESCO dedicada à Botânica, em especial à etnobotânica [UNESCO Chair in Ethnobotany and the Safeguard of Plant-Based Heritage].