Séc. VIII a V a.C. – Magna Grécia
O termo Magna Grécia designa os territórios gregos situados fora da Grécia continental, as colónias gregas nos territórios do Sul da Itália, Sicília, Gália. As primeiras colónias são fundadas em meados do séc. VIII a.C., aquando da primeira vaga da expansão grega resultante do movimento migratório impulsionado pelo crescimento da população, escassa produção agrícola e consequentes ciclos de fome, e crises sociais e políticas daí decorrentes nas cidades-estado tradicionais. A primeira colónia, Pitecusas, foi fundada na actual ilha de Ischia pelos eubeus. A expansão prossegue na Campânia com a fundação de Cumas, enquanto o Sul da Itália é colonizado pelos Peloponesianos. Na Sicília instalam-se os calcidianos, megarianos e coríntios. A segunda fase da expansão grega vai até 550 a.C., e caracteriza-se pela diversidade de colonos e terras ocupadas. Na costa da Gália, os foceus fundam Massália, actual Marselha; os megarianos fundam Bizâncio, actual Istambul. A Magna Grécia impõe-se como centro cultural e científico: no século V, é berço de Pitágoras e da sua escola filosófica, bem como dos eleáticos, de Eleia, colónia dos filósofos Zenão e Parménides. O declínio começa no séc. III a.C., ditando a vitória dos romanos, mas nem o novo império apaga o legado helénico.