- Nº 2572 (2023/03/16)

Fevereiro 1943 – Decapitação da «Rosa Branca»

Memória

Os irmãos Hans e Sophie Scholl, e o seu amigo Christoph Probst, estudantes alemães na casa dos 20 anos, foram guilhotinados na prisão de Stadelheim, perto de Munique, a 12 de Fevereiro de 1943. O seu crime foi o de terem denunciado e apelado à luta contra o nazi-fascismo no âmbito do movimento clandestino «A Rosa Branca» (Die Weiße Rose em alemão). Como a generalidade dos jovens alemães, Hans e Sophie Scholl integraram as Juventudes Hitlerianas, mas a influência familiar e a sua formação cristã e humanista leva-os a romper com o nazi-fascismo. Preso em 1938 pela sua participação num grupo de militantes católicos, Hans Scholl entra na resistência activa mal é libertado e em 1942 cria, com amigos estudantes de medicina, a organização «A Rosa Branca», assinatura dos panfletos que distribuem apelando aos estudantes de Munique para a resistência contra o regime nazi, a «ditadura do mal». Impressos na tipografia do escritor católico Théodore Haecker, os panfletos são distribuídos aos milhares nas universidades alemãs e austríacas. Apanhados em Munique e entregues à Gestapo, Hans, Sophie e Christoph são condenados à morte em julgamento sumário. Meses depois, idêntico destino sofrem catorze membros do grupo, enquanto outros são enviados para campos de concentração.