Durante a ocupação alemã, 75 reféns, comunistas e/ou judeus, foram fuzilados no monte Valérien, antigo forte nos arredores de Paris. É o culminar da «política dos reféns» para tentar abafar a Resistência. O primeiro caso ocorreu a 23 de Dezembro de 1940, quando é anunciado na capital francesa: «O engenheiro Jacques Bonsergent foi condenado à morte pelo tribunal militar alemão por acto de violência contra um membro do exército alemão. Foi fuzilado esta manhã.» A execução de Bonsergent é considerada a primeira execução de um civil francês na ocupação alemã da França na Segunda Guerra Mundial. As execuções intensificaram-se após a invasão da URSS pela Wehrmacht, em Junho de 1941, e com o recrudescimento da Resistência. O abate de um militar alemão no Metro de Paris, em Agosto, suscita uma retaliação brutal, com dezenas de execuções de reféns presos ao acaso. Um mês depois, os nazis publicam uma nota conhecida como «código dos reféns» que fixa o preço de sangue para ataques em que os autores não forem encontrados. É o fim da pretensa «convivência pacífica» entre ocupantes e ocupados. As execuções aumentam com o aproximar da derrota da Alemanha. O monte Valérien acolhe o Memorial da França Combatente, homenagem aos que morreram pela França de 1939 a 1945.